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Esquizofrenia e autismo dos políticos portugueses

por Samuel de Paiva Pires, em 07.09.08


Passaram quase dois meses a atacar Manuela Ferreira Leite pelo seu silêncio e quando finalmente esse silêncio é quebrado aparecem os mesmos a desvalorizar demagogicamente o seu fortíssimo ataque à governação socialista. No seu discurso, tocou nos pontos chave a que é preciso chamar a atenção, especialmente no contexto da Universidade de Verão, como o sejam a questão do desemprego, da falta de meritocracia, da necessidade de aproximar os jovens da política, e atacando as políticas do governo socialista com argumentos inegáveis quanto aos resultados dessas, bem contrários à propaganda socialista do "país das maravilhas" e das "novas oportunidades".

 

Através destas reacções só se demonstra mais uma vez a esquizofrenia e autismo político de grande parte da classe dirigente e afins. Se era para isto, e todos sabemos que era, mais valia terem estado calados. É que ao chamarem insistentemente a atenção para o alegado silêncio de MFL só acabaram por gerar o efeito contrário, dando-lhe o destaque que agora confirmou pela positiva com o seu excelente discurso. 

 

Em termos de psicologia das nações creio que Portugal daria um excelente case study. Pelo menos quanto à classe política. Esquizofrénicos e autistas é o que não falta.

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publicado às 23:28


5 comentários

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De Jorge Wahnon Ferreira a 08.09.2008 às 01:59

De facto um excelente case study. Por isso tudo, mais, e, fugindo ao tema, pelo consumismo compulsivo. Como é que este país não tem centros comerciais suficientes?!
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De Samuel de Paiva Pires a 08.09.2008 às 02:57

Pois é amigo Jorge, e sem contar com aquele de que falámos e que por determinadas razões me vou excusar a falar aqui... :p)
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De João Quaresma a 08.09.2008 às 23:06

Caro Samuel: mas esta senhora já passou por governos e não aproveitou as oportunides que teve de fazer o que agora defende. É o mesmo que o Pina Moura dar lições de patriotismo.

Quando se tornou Ministra da Educação, também se armou em severa e a primeira medida que anunciou foi fazer uma avaliação a todos os professores integrados pelo ministério desde o 25 de Abril. Nem mais. É óbvio que não fez nada disso. Em vez de avaliar professores e impôr competência num ensino que não funcionava, resolveu avaliar os alunos mal formados por esse mesme mau ensino com a Prova Geral de Acesso ao Ensino Superior, a célebre PGA. Foi o mesmo que fazer exames de condução a pessoas que foram ensinadas a conduzir por azelhas. Ao fim de dois anos, acabou a PGA. Andaram a usar uma geração inteira como cobaia das suas experiências educativas, em vez de fazer o que era lógico: meterem os professores na ordem.

Como ministra das finanças não fez reformas significativas a não ser uma reforma da tributação de imóveis que ficou ainda mais injusta e marxista que a que existia, tornando os senhorios ainda mais reféns dos inquilinos. Vendeu parte da dívida pública por tuta e meia ao Citibank, aumentou o IVA 2% para cumprir o objectivo estúpido dos 3%, que outros não cumpriam.

Quando era líder parlamentar do PSD, mentiu descaradamente ao Parlamento sobre as faltas de deputados na votação do segundo Orçamento do Queijo, de Guterres.

Esta senhora é um desastre em tudo o que faz.

É por haver falta de uma meritocracia que a Dra. Ferreira Leite chegou a candidata a PM. Case study, de facto.
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De Samuel de Paiva Pires a 09.09.2008 às 00:37

Caro João, concordo plenamente, mas ainda assim as conjunturas mudam, e como disse a Cristina há uns tempos acerca de Medina Ribeiro, chega a uma altura em que também se tem o direito de bater com a mão no peito e admitir os erros na leitura das conjunturas que se vão alterando. Quanto à legitimidade moral para o fazer, bom, isso é que já é discutível...
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De Tiago Laranjeiro a 09.09.2008 às 17:43

Um excelente case study também pelo número de esquizofrénicos por diagnosticar...

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