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O serviço Militar Obrigatório (5): adenda

por Nuno Castelo-Branco, em 10.09.08

 

Esta pequena história passou-se no antigo DRM da Avenida de Berna. Aí me desloquei num dia de 1979, para solicitar o adiamento de incorporação, devido aos estudos universitários. Fui recebido por um fulano de secretaria fardado e barbudo que tratando-me na segunda pessoa e sem que jamais me tivesse visto na vida, rosnou: "não te preocupes, damos-te o adiamento, aqui não queremos m... do Ultramar".

 

Por ser absolutamente verdade, a partir desse dia passei a ser contra o serviço militar obrigatório. E afinal de contas, se tivesse de jurar "bandeira", teria os dedos dos pés cruzados. Livra!

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publicado às 20:31


2 comentários

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De Zé Pikeno a 10.09.2008 às 23:14

Eu prestei serviço militar à republika...
e no juramento no meio do barulho todo em vez de JUUUUROOOOO...gritei...CHUUUUUUULLLOOOOOOSSSSS!
Só o pessoal ao meu lado se aperceberam e riram...mas também eu era um "role model" pra eles eheheheh.
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De António de Almeida a 11.09.2008 às 15:32

-Eu jurei bandeira, e posso garantir que sente-se um arrepio na espinha perante a bandeira o e hino nacional. Nem sequer tem que ver com organização e sistema político, é algo que não pensamos, mas sim com a camaradagem, disciplina e noção de cumprimento do dever. Claro que à medida que os meses vão passando, e o fim do tempo se aproxima, tais noções vão-se gradualmente perdendo, mas isso deve-se à falta de motivação, nada haver para fazer, ou objectivos para cumprir. Recordo que existiam dias na unidade, que durante a noite, metade estavam bêbados, outros tantos drogados, sim, que apesar de severamente reprimida, a droga entrava nas casernas, e nas messes de sargentos, e nos clubes de oficiais, em meados da década de 80. Por isso vi com bons olhos o fim do serviço militar obrigatório, embora a meu ver, uma instrução obrigatória (recruta) de 12 a 16 semanas não fosse mal ponderada, mas custaria dinheiro, e não se avizinha no horizonte a necessidade duma mobilização geral, para justificar tal investimento. Ao que sei, hoje a motivação é maior, porque existe profissionalismo, e os militares deixaram de estar diariamente a contarem os meses que faltam, tal como acontecia após o final da instrução.

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