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Uma questão de justiça social

por Samuel de Paiva Pires, em 13.10.08

 

Cada vez mais me apetece proferir um chorrilho de palavrões contra o endeusamento do mercado e da mão invisível.

 

Já aqui muito temos escrito sobre a plutocracia capitaleira que com pouco mais se preocupa do que com o seu umbigo e a acumulação de riqueza como se não houvesse amanhã. É que para além deste sistema não ser sustentável porque não tem impacto a nível de um saudável desenvolvimento sustentado e transversal a toda a sociedade, tem uma outra característica perniciosa: a desregulação leva a uma espécie de estado natureza na economia, a sobrevivência dos mais fortes, e se tal deve de facto ser a regra entre as empresas, o mesmo não pode nem deve passar-se ao nível dos indivíduos e da sociedade, sob pena de graves injustiças sociais, como as verificadas ao nível dos sistemas de saúde e educação nos Estados Unidos da América.

 

E depois venha-me cá o Fukuyama dizer que os trabalhadores europeus têm que se habituar a trabalhar mais horas e a ter menos regalias, como se a culpa desta crise fosse dos vulgares mortais. Deve ser para os arautos da inteligência de administrações da Lehman Brothers ou da AIG poderem receber salários multi-milionários, prémios de boa gestão (atentem na ironia...) no valor de milhões de dólares e passar férias à grande e à francesa enquanto simultaneamente se pede ao estado para salvar as empresas da falência. 

 

A culpa é dos Bancos que emprestaram milhões de dólares em créditos de alto risco e sem garantias, que naturalmente as pessoas incrédulas aproveitaram, ponto final. E a sua incredulidade vai levá-los à ruína e à miséria enquanto os causadores deste descalabro vão continuar impávidos e serenos. 

 

Já agora, quanto ao que deveríamos fazer no pós-crise, vão aprender economia com esse perigoso "fássista", o Doutor Salazar, pode ser que aprendam alguma coisa especialmente com o ensaio "Como se reergue um Estado", um notável tratado com uma secção de economia política que se eu não me engano muito vai tornar-se bem actual.

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publicado às 20:45


3 comentários

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De Anónimo a 13.10.2008 às 23:26

E depois ainda vêm para aí os sofistas dos tempos modernos a dizerem que a culpa é do Estado, que não actuou como devia. É só rir! O capitalismo e seus afins fazem-me nojo! Como alguém dizia, isto só vai dar à luz quando arder!
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De carlosbarbosaoli a 14.10.2008 às 00:08

Haverá coragem paar punir os senhores que nos levaram quase à bancarrota, obrigando as empresas a reduzir-lhes drasticamente os salários? Claro que não e, assim sendo, o mais provável é que depois de passar a crise vlte tudo ao mesmo. E o contribuinte a pagar, durante anos, as asneiras desses bizontes!
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De Hugo a 14.10.2008 às 08:54

Nem mais. Este regime é uma pouca vergonha, onde a ganância leva a comportamentos vergonhosos em que se a honra e decência já não valem nada.

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