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Muitos males se teriam evitado...

por Cristina Ribeiro, em 14.10.08

Males que nos foram deixados em herança. Porque se é certo, Nonas, que a acção de Salazar foi providencial, e enorme foi a sua obra naqueles vinte anos que se seguiram ao caos da Primeira República, « A  unidade nacional não poderá jamais constituir-se à volta do provisório e do movediço, como a República ou mesmo o poder salazariano. Só à volta do Estável tal unidade é possível, porque é a Dinastia, e é transcendente (...) .O Rei é a própria Nação na sua essência histórica. É em nome do interesse nacional, da unidade nacional, que peço, que reclamo, a instauração da  realeza», escrevia Alfredo Pimenta no dia 17 de Novembro de 1949.

 

Diz o Nonas que quase não havia monárquicos em Portugal- não vivi essa época, mas de relatos que me foram feitos, de escritos que li, não é essa a minha percepção, e nesse sentido vai o excelente texto do Nuno,  Os monárquicos e a resistência.

              Preparar o futuro das gerações seguintes, era um dever a que não podia moralmente fugir...

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publicado às 18:41


8 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 14.10.2008 às 22:47

O Nonas deve andar distraído, pois para saber o que se passava em Portugal, basta consultar a imprensa da e´poca. Ou quem pensa que seriam as pessoas que combateram na rua a banditagem do prp? Tropas a soldo? espanhós do Afonso XIII? O inexistente PC?
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De ahnonas@gmail.com a 15.10.2008 às 02:10

Caro Nuno,
Não ando distraído principalmente quando escrevo «Salazar percebeu que a Monarquia era inviável naquela altura pelo simples facto de não quase haverem monárquicos em Portugal.»
Quando me refiro a monárquicos referimo-me ao monárquicos propriamente ditos como dizia o Rodrigo Emílio, que era um monárquico propriamente dito e que defendia e espalhava a Boa Doutrina.
Quer exemplos de monárquicos propriamente ditos dessa altura: Alfredo Pimenta, António José de Brito, Goulart Nogueira, Amândio César, Tomaz de Figueiredo, João Ameal, Fernando Campos, Caetano Beirão, todos miguelistas, tradicionalistas recusaram a Convenção de Évora-Monte, para só citar estes.
Nomes de monárquicos impropriamente ditos, que passaram a defender uma república coroada ou uma monarquia constitucional: Hipólito Raposo, Luis Almeida Braga, Mário Saraiva, Rolão Preto e toda a gente que pululava pela revista Cidade Nova, que são hoje os mestres - falsos até mais não - da monarquia que geraram Gonçalos Ribeiros Telles, D. Duarte Nuno de Bragança, Barrilaro Ruas e afins.
Fala em monárquicos da resistência. Veja onde passaram e onde estão.
Cito-lhe apenas o nome do ex-banqueiro do BCP, Paulo Teixeira Pinto, que foi porta-voz do primeiro-ministro Cavaco Silva e agora é conselheiro do D. Duarte...
Caro Nuno, o melhor é não entrar por essa via porque acaba atolado num lamaçal onde gravita muita maçonaria de avental e de água benta.
Faça como eu, estude a Doutrina e os mestres e tire as suas conclusões para as circunstâncias dos momentos políticos e - infelizmente - chegará à minha conclusão.
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De O Corcunda a 15.10.2008 às 09:46

Há aqui um ponto muito importante. Os monárquicos eram, no Estado Novo, uns privilegiados porque a solução monárquica era desde o início uma alternativa viável. Por isso, até aos anos 50, o regime permitiu que estes fossem uma oposição saudável e até os apresentaram como alternativa credível... Foi só com a vergonha do neo-integralismo e com a defesa do individualismo mascarado pelo personalismo (rejeitando toda a doutrina de Sardinha), que o regime percebeu que dos monárquicos articulados nada viria de bom. Quando os monárquicos se aliaram aos comunistas e à Coca-Cola mostraram ser indignos da continuação do Portugal Eterno deixaram cair o jogo. O facto do regime prestar homenagem a um proto-nazi como o Rolão Preto diz tudo.

Um abraço ao Nuno, Cristina e Nonas

O Corcunda
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De Cristina Ribeiro a 15.10.2008 às 12:31

Conversa esclarecedora...
Mas acho que há razões para pensar que a discussão à volta da Monarquia nunca irá passar da fase da discussão do sexo dos anjos.
Abraços
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De António de Almeida a 15.10.2008 às 14:53

-Não sendo à partida um monárquico , sou francamente adepto de regimes presidenciais como o Americano ou Brasileiro, julgo que mais importante é o sistema político, revendo-me também no britânico, por sinal uma monarquia. A questão República/Monarquia deveria ser resolvida com um referendo, afinal a República nunca se legitimou, e tal referendo nem seria urgente, poderia ser convocado com antecedência de 2 ou 3 anos, para possibilitar um amplo debate. O sistema político que temos, esse sim é vergonhoso, os deputados não defendem quem os elegeu, procuram agradar aos directórios partidários, para conseguirem ser incluídos nas próximas listas de candidatos, chegam rumores que existem declarações de renúncia sem data, assinadas previamente. A ser assim, 230 deputados para quê? Se obedecem ao partido, 100 já seriam demasiados, bastaria o líder parlamentar fazer valer o seu peso como acontece nas assembleias de accionistas das empresas, mas para voltarmos a ter liberdade de acção e políticos responsáveis, teremos primeiro de criar círculos uninominais, à semelhança de EUA ou GB , aproximando eleitos e eleitores. Pudemos assistir apenas há 2 semanas no Congresso, que apesar do entendimento entre Dems e GOP , com o apoio de ambos os candidatos presidenciais, que os Representantes votaram contra o plano Paulson , porque apesar de partidários se representam a si próprios. Muito dificilmente nesses sistemas um partido consegue os votos da totalidade dos seus membros. Por cá fica tudo indignado quando alguém fura a disciplina partidária, para quê robots no parlamento? Isto já não é uma questão de Monarquia , nem de República, nem de Esquerda ou Direita, Portugal chegou a um estado de bandalheira governado por medíocres Dificilmente votarei nas próximas legislativas, nas Presidenciais é quase certo não o fazer, não me revejo num PR que incentiva o governo a não referendar o Tratado de Lisboa e promulga o Acordo Ortográfico. Para votar em Cavaco Silva teria de estar eminente a eleição de Jerónimo de Sousa ou Louçã, o que me faria ir votar num mal menor, mas não me parece tal cenério ser provável.
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De Cristina Ribeiro a 15.10.2008 às 16:41

O António colocou as coisas no plano certo, quanto a mim. Referendar, com tempo suficiente para informar as pessoas; pragmatismo precisa-se.
Regime britânico? Também eu; e, como escreveu o Nuno, era para aí que tendia D. Duarte Nuno- mas homens conflituosos e intriguistas surgem por todo o lado e em todas as épocas...
Quanto ao panorama que vivemos, o Prof. Medina Carreira sintetizou-o bem quando perguntou a Mário Crespo se acreditava nos políticos que lá leva.
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De ahnonas@gmail.com a 15.10.2008 às 20:08

Caro Corcunda,
Julgo estarmos em sintonia quando escrevi sobre os monárquicos propriamente ditos e os monárquicos impropriamente ditos.
Rolão Preto foi um exemplo claro do monárquico e fascista impropriamente dito. Sobre essa figurinha, recorro-me do magnífico texto do Prof. Dr. António José de Brito (este, sim, um monárquico propriamente dito) intitulado «Um pseudo-fascismo: o nacional-sindicalismo português» onde denuncia o personalismo e humanismo (ventos da democracia) que faziam parte do pensamento de Rolão Preto e que vão contra a Doutrina Monárquica, para mal dos pecados republicanos do pretendente ao Trono de Portugal!
A verdade é que Rolão Preto nunca foi doutrinariamente monárquico, fascista, nacional-sindicalista e nacional-socialista!
Isso está demonstrado no artigo do Prof. Brito, publicado no livro «Ensaios de Filosofia do Direito e outros estudos», pela INCM, 2006, e colocado na internet pelos blogues Nova Frente (http://novafrente.blogspot.com/2006/01/um-pseudo-fascismo-o-nacional.html, http://novafrente.blogspot.com/2006/01/um-pseudo-fascismo-o-nacional_05.html)
e Legião Patriótica (http://legiaopatriotica.blogspot.com/2007/12/um-pseudo-fascismo-o-nacional.html)
Estamos de acordo que com a (des)vergonha do “neo-integralismo” que Salazar percebeu rapidamente e em força que a restauração monárquica tinha abortado uma vez mais.
Não estamos de acordo no aspecto cronológico. Salazar compreende logo após os Centenários em 1940 com umas maluqueiras do Hipólito Raposo no prefácio ao livro “Amar e Servir”, o Pequito Rebelo com “O Aspecto Espiritual da Aliança Inglesa“, em 1945, o Almeida Braga no abjecto prefácio à “Profissão de Fé – Lusitânia Transformada”!
E há que não esquecer o jornal Diário Nacional (1947), porta-voz dos monárquicos impropriamente ditos, órgão da Causa Monárquica a que Alfredo Pimenta intitula “o jornal é uma maravilha de coisas ridículas ou idiotas – e de infâmias” numa das cartas para Salazar (8 de Maio de 1947, ver “Salazar e Alfredo Pimenta, Correspondência 1931-150”, Editorial Verbo, 2008, p. 294.
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De Cristina Ribeiro a 15.10.2008 às 22:22

Como escrevi no meu primeiro post, já no mês de Março, o sentimento de monarquismo era em mim uma coisa muito difusa, muito indefinida, pois que nunca as minhas leituras versaram especificamente o regime, antes vinha de uma " intuição", associada ao grande gosto pela História- escapam-me pois todas essas referências aqui trazidas por conhecedores, mas quero acreditar que é possível fazer uma síntese entre o Portugal de hoje e o da Tradição.

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