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7 de Novembro: os saudosistas do Terror

por Nuno Castelo-Branco, em 07.11.08

 

Com a sempre disfarçada satisfação, informava a RTP há uns momentos, que 30% da população russa ainda comemora o 7 de Novembro, ou seja a revolução que em São Petersburgo instaurou a ditadura de Lenine e dos seus próximos. 

 

Dados os residuais resultados eleitorais do PC russo, não consigo imaginar os recursos existentes para a obtenção de uma cifra tão precisa. De facto todos nós podermos estranhar esse alegado apego ao acontecimento que inaugurou violentamente um regime que se alicerçou precisamente na selvática repressão e paranóica perseguição de populações inteiras. A herança do bolchevismo é bem visível nas milhares de valas comuns, centenas de campos de concentração e de extermínio. Sente-se o hálito gelado e pestífero do comunismo nalguns tristes simulacros remanescentes do episódio que humilhou nações, destruiu países e chacinou indiscriminadamente todos aqueles que aleatoriamente designou de inimigos. O comunismo não deixou um resquício - por mais ténue que seja - de prosperidade material, liberdade intelectual e conquista da igualdade. Não. Conseguiu pelo contrário, enquistar entre umas poucas mentes amorfas, preconceitos, certezas infundadas, falsificações da história e pior que tudo, a superstição. Tirania de recorte oriental, apenas pode ser olhada com nostalgia, por aqueles que dela tendo beneficiado à custa da exploração da imensa maioria, ainda sonham com um regresso aos tempos em que os incompetentes, a prepotência e a brutalidade eram a infalível trilogia em que assentou o seu poder. 

 

*Na imagem: uma vala em Katyn

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publicado às 20:29


4 comentários

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De JMB a 07.11.2008 às 21:11

Antes de comentar, o post que ontem teve a amabilidade de comentar não é meu, é do Rui de Brito.
Acrescento aqui o que lhe respondi lá : infelizmente tem razão. Sou da mesma opinião, não demoramos 2 anos a enfrentar um conflito generalizado. Como disse no início de Outubro, vem aí bernarda e vem aí lambada. Huit-clos.
Em relação a este seu post, que subscreveria sem reservas, convém não esquecer que os Rotschild tinham os seus homens em S. Petersburgo e finaciaram o Lenine. Ciclos infernais. Explicar-me-ei melhor no RM para não "chatear" aqui.




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De António Bastos a 08.11.2008 às 01:14

Belíssimo texto, Nuno, gostei muito de o ler. Pode dizer-se que o comunismo praticou a política da "terra queimada" da alma dos povos que consumiu, tornando-os acéfalos e retirando-lhes o gosto pela liberdade e o espírito criativo, tornando-os marionetas da mão do Estado/Partido. A fotografia está muito bem esolhida ela representa o culminar dos delírios do igualitarismo, isto é, o ódio às elites fruto da inveja.
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De António Bastos a 08.11.2008 às 01:15

Belíssimo texto, Nuno, gostei muito de o ler. Pode dizer-se que o comunismo praticou a política da "terra queimada" da alma dos povos que consumiu, tornando-os acéfalos e retirando-lhes o gosto pela liberdade e o espírito criativo, tornando-os marionetas da mão do Estado/Partido. A fotografia está muito bem esolhida ela representa o culminar dos delírios do igualitarismo, isto é, o ódio às elites fruto da inveja.
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De António de Almeida a 08.11.2008 às 14:08

Celebrar uma data infame? Prefiro recordar os milhões de vítimas nos gulag's.

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