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Que linda coisa é a fidelidade...

por Nuno Castelo-Branco, em 26.11.08

 

O Chefe do Estado dos republicanos, declarou hoje ter recebido plenas garantias do seu dilecto amigo dr. Loureiro. Desta forma, sublinhou ainda que não tem qualquer razão para duvidar da palavra dada. A atitude fica-lhe bem, pois demonstra constância na fidelidade a uma velha amizade de décadas. Mas o problema é outro e diz respeito à conveniência e ao que se chama "interesse de Estado". 

 

Numa normal democracia europeia, a razão de Estado impõe-se sempre aos apetites, amuos ou rígidas intansigências do fulanismo político-económico, mesmo que em causa esteja o nome de um familiar, confrade político ou amigo dilecto. Parece que o dr. Cavaco Silva ainda não discerniu  correctamente o amontoado de suposições, certezas e factos - verosímeis ou não - que teceram este confuso processo. O que é aparente, é toda esta sordidez demonstrada à opinião pública, atónita com brutais enriquecimentos sem explicação, impunidade na ilegalidade e completo desrespeito pelas mínimas regras de decência que é devida a depositantes,  investidores e contribuintes. A imagem, embora ainda pouco nítida, é feia e os agentes responsáveis pelas instituições que tutelam o sector em questão, não têm convencido a opinião pública.

 

Até a este preciso momento, não existe qualquer razão sólida para duvidar a priori da palavra de honra do visado dos últimos dias. No entanto, estando supostamente a decorrer uma investigação, o dr. Loureiro não pode dar a Portugal, a péssima imagem de quem pretende resguardar-se de qualquer eventualidade, garantindo o seu lugar no C. E. 

 

O dr. Cavaco Silva precipitou-se uma vez mais, fazendo-nos recordar outras solidariedades - bastante respeitáveis no plano pessoal, mas cujos beneficiários atiraram o país para a actual situação de exaustão moral - de há cerca de duas décadas. Hoje ocupa a posição cimeira do regime e assim, só nos resta cruzar os dedos e pedir ao Todo Poderoso para que as republicanas certezas vinguem. 

 

Apenas uma questão: se, por absurdo,  a credulidade do dr. Cavaco Silva não se confirmar no plano dos factos e da Lei, qual será a sua atitude política? É que erros desta dimensão têm consequências absolutamente piramidais. Aguardemos.

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publicado às 01:07


3 comentários

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De JMB a 26.11.2008 às 01:48

Piramidais. É o termo.

JMB
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De Zé Pikeno a 26.11.2008 às 10:48

Gosto do detalhe..."o chefe de estado dos republicanos"...
eheheheheheh...
muito bom...meu não é...
embora se diga...
que...
de todos os portugueses...
já na minha altura de serviço militar obrigatório...
também não jurei à bandeira...a esta pelo menos...
podem-me criticar a dizer que esta é a actual bandeira da nossa pátria e tal e tudo o mais...
minha não é.
Ponto!

Abraço Nuno.
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De Nuno Castelo-Branco a 26.11.2008 às 13:23

Zé, tu és mesmo um turra... Há sempre uma forma de fazer a coisa: torcer os dedos dos pés e das mãos e jurar a coisa. de qualquer forma, no nosso país as juras pouco servem. Onde estavam os tropas para defender a Constituição em 1910? Hã?

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