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António Barreto e o princípio de Darwin

por Nuno Castelo-Branco, em 18.12.08

 

 

But it helps. A lot!

 

O Parlamento português já não surpreende. Ninguém espera absolutamente nada daquela casa. Serve para completar a maquinaria democrática, mas foi rebaixado a um papel secundário. Qualquer câmara de televisão é mais importante do que aquela instituição. Aliás, os que ainda se dedicam a fazer discursos ou aparecer no hemiciclo fazem-no apenas com a televisão no espírito. Já se viram ministros e deputados a falar olhando para as câmaras, nem sequer para os seus pares. O tom geral dos debates, pelo tom e pelos berros, mais parece o de uma lota de peixe. Raros são os deputados que falam normalmente e expõem os seus pontos de vista com argumentos racionais. Mais raros ainda são os que mostram sinais exteriores de pensarem quando falam.

 

Como dizia há apenas uns dias, urge redesenhar todo o edifício constitucional, reduzindo drasticamente o número de deputados (100) e criando uma Câmara Alta onde tenham lugar técnicos, cientistas e representantes de confederações, sindicatos, academias, etc. Isto não é corporativismo, pois as eleições partidárias decorrerão normalmente. Aplique-se apenas o já velho princípio darwiniano da selecção natural. António Barreto tem razão.

 

 

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publicado às 13:07


6 comentários

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De Vera Matos a 18.12.2008 às 16:14

Lamento, mas sou obrigada a concordar.
Nunca gostei muito de circo... E vivemos governados por palhaços!


Bem haja Nuno!
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De José Miguel Pereira a 18.12.2008 às 16:16

Nuno, lamento dizer-lhe que a hiperligação que fez ao texto do seu post nao está a funcionar... eu bem queria ler!!! :)
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De Nuno Castelo-Branco a 18.12.2008 às 17:08

Já corrigi, José. Desculpem-me pela burrice.
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De Sandra a 18.12.2008 às 16:48


Concordo, com tristeza,mas concordo.

Gostei também das vossas propostas para um Governo de Restauração Nacional.

Gosto muito do vosso blog que venho acompanhando há algum tempo e já criei um link a partir do meu.

Bem Haja,

Sandra
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De JMB a 18.12.2008 às 16:52

"Elitistas!"

AhAh EhEhEH IhIh ...
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De Margarida Pereira a 18.12.2008 às 17:44

(…) Os cidadãos apenas se afligem com as irrelevâncias que fogem do Parlamento sempre que podem, não com as que se quedam lá dentro, a aprovar e reprovar leis que regulamentam as nossas vidas. (…) alguns líricos sugerem há séculos a opção de um sistema eleitoral civilizado, capaz de responsabilizar o deputado junto do eleitor que votou nele. Mas ninguém, nem o eleitor, liga aos líricos. Há boas razões para proteger o sistema em vigor, no qual se elegem figuras indistintas que são alvo de troca sem que se note a diferença. O pormenor de os deputados não se distinguirem entre si favorece a mediocridade de cada um. O pormenor de o eleitorado só os distinguir pelo número de faltas favorece ideias como a que agora iluminou a direcção do PSD, que pondera usar a assiduidade enquanto principal critério de selecção nas “listas” à AR.
Se isto vingar, arriscamo-nos em breve a um Parlamento repleto de sujeitos que, embora não consigam apertar os sapatos e se babem, não perdem uma sessão, mesmo porque não acham a saída sozinhos. (…)”

Alberto Gonçalves
‘A tempo: os deputados’
Crónica “Juízo Final”
Revista ‘Sábado’
18/12/08

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