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Bom então cá vai...

por Samuel de Paiva Pires, em 15.01.09

Isto talvez possa parecer um lugar ou senso comum, mas é genericamente aceite por todos que os homens são muito mais solidários ou companheiros entre si do que as mulheres. Imensos filmes há, imensas anedotas e imensos casos que todos conhecemos que exemplificam tal afirmação. Eu já trabalhei numa organização em que era o único rapaz no meio de 9 ou 10 mulheres, e deixem-me que vos diga, não é pêra doce, nem um paraíso como alguns poderão estar a pensar, e, Cristina, tinham entre 20 e poucos e 40 e poucos, passando pelos 30's, portanto havia para todos os gostos e todas as idades...

 

É claro que todas as mulheres têm amigas, e há amigas que nunca se traiem, que são verdadeiramente amigas do coração, mas muito facilmente as mulheres falam mal umas das outras nas costas. Não digo que os homens também não o façam, isso seria irreal, mas as mulheres parecem-me bem mais profícuas na arte da maledicência em relação a outras. Talvez seja um mito ou apenas uma sensação. Mas dou um exemplo:

 

Eu sou terminantemente a favor das quotas para mulheres. Porque realmente acredito que as mulheres são iguais aos homens, quando não mesmo bem melhores, e até porque tal como referi, ainda julgo ser um cavalheiro (para alguns cavalheirismo parece ser machismo, enfim...), e tenho a tendência a colocar certas mulheres num pedestal, o que muitas vezes me causa dissabores, mas, em geral, as mulheres são de facto o melhor e mais perfeito que este mundo tem.

 

Adiante, em relação às quotas, parece-me haver uma razão muito simples para o facto de, historicamente, as mulheres que clamam por igualdade em relação aos homens não conseguirem afirmar-se da mesma forma, que é a incapacidade de se entenderem e organizarem entre si da mesma forma que os homens são capazes de o fazer. Ou como refere este post, num blog que encontrei há pouco tempo e que me tem proporcionado horas de riso, às mulheres que querem igualdade com os homens falta-lhes ambição. Que é como quem diz, falta-lhes capacidade de levar a cabo o mesmo que esses por exemplo no que à política e organizações partidárias diz respeito, porque não conseguem colocar de lado as suas divergências.

 

Mais, outro exemplo, há um pacto tácito entre os homens para a sacanice, por exemplo, um homem não vai contar aos sete ventos que um amigo traiu a namorada ou a mulher, ou qualquer outra coisa que possa prejudicar o amigo. Agora em relação às mulheres já não se pode dizer o mesmo...

 

Bom, sabendo de antemão da quantidade e qualidade de magníficas Senhoras que nos visitam, em grande parte porque também nós temos o privilégio de ter entre nós uma grande Senhora, a Cristina, vou agora começar a preparar-me para a artilharia que aí vem...

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publicado às 01:49


5 comentários

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De Cristina Ribeiro a 15.01.2009 às 02:52

Ena, que só para ouvir este elogio já valeu a pena .:)
Beijinho, Samuel
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De patti a 16.01.2009 às 01:01

Eu estou na frase da estratégia de ataque e venho cá amanhã.
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De patti a 16.01.2009 às 16:33

Então, Cristina e Samuel, eu penso assim e já o escrevi algures:

O que a amizade feminina (falo da verdadeira amizade feminina) tem de diferente é que vai muito mais além no sentimento e demonstra-o. E isso faz muita diferença! Não nos coibimos de dar um abraço apertado, uma festa, um beijo só porque nos deu vontade.

Nasceram novos vínculos entre as mulheres, que não existiam no tempo das nossas mães e avós (no tempo do "zangam-se as comadres, sabem-se as verdades"), que surgiram com a incorporação no mundo profissional, no trabalhar fora de casa no mundo político, científico, económico e artístico. Tudo isto veio tornar as relações femininas ainda mais competitivas que antes, mas, essencialmente mais enriquecedoras, positivas e consistentes.

E com tanta mudança, uma nova verdade veio ao de cima: o mito da coscuvilhice não é apanágio das mulheres!
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De mike a 17.01.2009 às 00:30

E m'a nada! Falou muito bem, Samuel.
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De Silvia a 23.01.2009 às 22:21

Acho que já falámos várias vezes sobre isto... mas ainda assim, recomendo (novamente) o pequeno livro "Afinal o que é a democracia paritária?" e umas leituras pelos documentos do CoE e de outras organizações internacionais ;). quando chegar a Portugal vais levar!!! :p

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