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A memória que jamais se extinguirá

por Nuno Castelo-Branco, em 28.01.09

 

 Não podemos esquecer e não esqueceremos. Somos homens comuns, o que torna o perdão senão impossível, todavia dolorosamente aceitável. Foi um século de desdita, de escusada decadência, de descaracterização daquilo que fomos e que nos tornou visíveis no mundo. Os portugueses foram roubados à já sua normal liberdade e à verdadeira promessa de um progresso tornado inevitável. Esse mesmo progresso, esse estatuto adquirido numa Europa que então, garantiu as hoje vastas fronteiras da lusofonia.

 

Tal como nos anos anteriores, será preciso um furacão abater-se sobre Lisboa, para que às cinco da tarde do próximo domingo, 1 de Fevereiro, não faça aquilo a que há tanto tempo estabeleci como obrigação moral: passar pela esquina do Terreiro do Paço, relembrar a tragédia e confirmar a justeza das convicções da nossa gente. E quantas vezes lá fui, sem que vislumbrasse caras conhecidas com quem pudesse trocar as previsíveis impressões . Hoje tudo parece diferente e para melhor. As pessoas interessam-se e temos o nosso direito à indignação, neste caso, por uma muito digna causa. Sem partidos, sem grupúsculos, sem inimizades pessoais. Estamos todos juntos, pela justiça.

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publicado às 23:00


5 comentários

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De Cristina Ribeiro a 28.01.2009 às 23:19

Eles merecem que os lembrem. Portugal merece que nos unamos por um Alto Ideal.
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De Nuno Castelo-Branco a 28.01.2009 às 23:23

eheheheh Cristina, como vê, não sou bruxo. Cá está, POR AQUI!
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De João Mattos e Silva a 29.01.2009 às 00:25

Apesar dos ódios que ainda subsistem, apesar das fantochadas dos neo-carbonários da esquerda caviar, o ano que passou conseguiu com enorme dignidade lembrar um grande Rei e um infeliz Principe que tombaram ao serviço da sua Pátria e do seu Povo; enganado, espezinhado, servindo os interesses de um grupo de assaltantes do poder, em nome de uma liberdade e de uma democracia plenas que durante 64 anos não tiveram, de um desenvolvimento, de um progresso e de um bem-estar que foi só de alguns.
O logro começou em 1908, nesse dia fatídico e ainda hoje, nós os netos e bisnetos desses enganados estamos a pagar a interrupção que, espero, terminará em breve, quando pudermos ver a "nudez crua da verdade, escondida sob o manto diáfano da fantasia" que é esta república decadente.
Como pela primeira vez em muitos anos não vou estar nesse dia em Portugal, peço-te caro Nuno que ao prestares a tua homenagem no Terreiro do Paço lhe juntes a minha.
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De Nuno Castelo-Branco a 29.01.2009 às 15:58

João Mattos e Silva, é claro que que te representarei com o maior prazer e honra.
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De Joana a 29.01.2009 às 10:39

Para os que estiverem interessados em prestar a sua homenagem, aqui fica o programa que tem sido divulgado para o dia 1 de Fevereiro:

«Caros Amigos

Acabo de ser informado por um responsável da RAL que o programa do dia 1 de Fevereiro passa a ser o seguinte :

16.00h SS AA RR vaõ ao Panteão apresentar suas homenagens

17.00 h - Encontro no Terreiro do Paço na Placa

19.00h - Missa na Sé de Lisboa, seguida de sessão de cumprimentos a SS AA RR

Agradece-se desde já a comparencia de todos os que possam estar presentes.

Um abraço

Zé Tomaz

P.S. Divulguem nos vossos espaços e passem palavra»

JTMB

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