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Pela primeira vez encomendei livros pela internet, através da Amazon. Cinco livros, nomeadamente (taxa de câmbio de referência do site do Banco de Portugal):

 

1 - Capitalism, Socialism and Democracy - Joseph Schumpeter - $10,85 (€ 8,34)

2 -  Democracy in America - Alexis de Tocqueville - $9,10 (€ 7) - 2 exemplares

3 - The Road to Serfdom: Text and Documents - The Definitive Edition (The Collected Works of F.A. Hayek) - Friedrich A. Hayek - $10,20 (€ 7,85)

4 - Liberalism - John Gray - $17,50 (€ 13,46)

 

Portes - $34,44 (€ 26,49)

 

Total: $91,19 (€ 70,15)

 

Vejamos agora os mesmos livros mas em português, tomando como referência duas das maiores distribuidoras/livrarias, a FNAC e a Bertrand:

 

1 - Capitalismo, Socialismo e Democracia - não encontrei nem no site da FNAC nem no da Bertrand

2 - Da Democracia na América: € 38

3 - O Caminho para a servidão: € 19,90

4 - Liberalism - também não encontrei qualquer edição em português.

 

Moral da história: dois dos cinco livros que encomendei (a dia 26 de Janeiro, chegaram hoje), custam em português € 57,90 (e se quisesse também comprar dois exemplares do Da Democracia na América, ficaria em € 95,9). Imagine-se ainda se existissem edições em português dos outros dois livros. Já aqui há tempos tinha dado conta de ter comprado dois livros em Berlim, cada um por € 14, sendo que um deles em português custa € 24. Creio que vou deixar de comprar em Portugal livros cuja edição exista em inglês, até porque pela Amazon ou pela Book Depository, os livros já são vendidos abaixo do valor normal (o Da Democracia na América é das edições da Penguin, tendo o valor marcado de $12), enquanto mesmo na FNAC, os livros da Penguin, por exemplo, são vendidos acima do valor marcado na contracapa.

 

E a isto eu pergunto: mas ainda haverá alguém que se admire por os portugueses pouco ou nada lerem? E, obviamente, apenas determinados estratos sociais e alguns indivíduos conseguem adquirir livros com os preços que são praticados, muitos deles estudantes universitários que lá vão fazendo um esforço (alguns...). Já sei é o que quero fazer quando "for grande", vou ver se arranjo maneira de ter uma editora. Em Portugal compensa, e de que maneira.

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publicado às 16:54


9 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 10.02.2009 às 18:22

Adere ao Bloco de Gauche e vais ver como arranjas logo maneira de forrar paredes com livros.
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De Samuel de Paiva Pires a 11.02.2009 às 00:52

LOL por muito que quisesse acho que não era capaz...
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De CM a 11.02.2009 às 00:16

O que é estranho, atendendo a que ganhamos muito menos neste nosso (triste) País... a ganância aqui é incrível!
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De Samuel de Paiva Pires a 11.02.2009 às 00:51

De facto...por isso é que digo, compensa ter uma editora...
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De Luis a 11.02.2009 às 09:07

Já há muitos anos que compro livros online, primeiro no Amazon e mais recentemente no www.abebooks.com . Em Portugal, costumo comprar alguma coisa nos alfarrabistas e a razão para compra online não é somente a diferença de preços mas principalmente a disponibilidade de títulos. Na FNAC, Bertrand, etc. encontram-se normalmente, aparte os livros de autores portugueses, apenas os livros da moda internacional. Há 30 anos atrás havia uma boa livraria em Portugal, a Buchholz , mas esta é actualmente uma sombra do que foi e mais uma livraria da moda.
A maior parte do que se encontra nas livrarias portuguesas é lixo dispendioso.
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De Samuel de Paiva Pires a 11.02.2009 às 13:21

"Lixo dispendioso", é mesmo essa a expressão. Sinto-me frustrado de cada vez que passo horas na FNAC e só encontro obras com pouco ou nenhum interesse. Bem, mais vale tarde do que nunca aderir às compras online!
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De Margarida Pereira a 11.02.2009 às 20:51

Cismei que é 'arriscado' (se não 'perigoso') comprar coisas on line e nem me atrevo a espreitar o site...
Idiotices que só causam inveja de relatos como este...
Isto de ser 'info-excluída' é muito tristinho...
E a Fnac dá-me nos nervos: tudo mal arrumado e funcionários de ter de se tirar senha para se ser atendido, arre!
Ou então pago excesso de peso quando venho 'lá de fora', com os quilos de papel...
Eu devia era de ter nascido agora...

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De Samuel de Paiva Pires a 11.02.2009 às 21:49

Pois eu também pensava assim Margarida, mas dê lá uma espreitadela e experimente, vai ver que vale bem a pena, e deixa de se enervar tanto com a FNAC e afins...
Beijinho
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De Luis a 12.02.2009 às 09:23

A minha experiência com a Amazon e com a Abebooks tem sido excelente: há 2 anos +/-, quando houve umas cheias cá no país, recebi um livro todo encharcado. Comuniquei o facto à Amazon e dentro de dias tinha um exemplar seco, pelo que fiquei com dois: não quiseram que lhes devolvesse o molhado. Aconteceu haver extravio 2 ou 3 vezes, mas, sem atrasos significativos, recebi os livros após comunicação do facto ao fornecedor.
Quanto ao modo de pagamento, uso os cartões temporários, com limites de crédito adequados ás compras em causa, emitidos pelo MBNET, serviço a que aderi através do BPI e nunca tive qualquer problema.

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