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Na caixa de comentários pergunta-se a Joana,

por Cristina Ribeiro, em 25.02.09

reportando-se ao  " caso de Braga ", se as aulas de educação sexual serão mais um motivo para os pais espancarem os professores

.

     Começo por dizer que tenho como boa a opinião do Pedro, de que há a ter em conta a especificidade de cada região, e que perante um mesmo facto as reacções  são diferentes, consoante o ponto do País em que ocorre.

Com efeito, as coisas não se passarão assim em Lisboa, por exemplo, onde o referido " caso " não teria acontecido, por certo, mas há pouco tempo uma amiga, professora da Primária numa aldeia do Distrito de Braga contou, não que uma colega sua fora espancada, mas que os pais dos seus alunos tinham ido, numa atitude bastante hostil, pedir-lhe satisfações porque ela fizera uma primeira abordagem ao tema.

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publicado às 18:36


15 comentários

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De Daniel João Santos a 25.02.2009 às 19:22

A mim cansa-me um sistema de ensino onde os professores são os maus da fita.

O problema é muito maior, o problema é o sistema educacional inteiro.

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De Joana a 25.02.2009 às 20:08

Não vai ser fácil levar a educação sexual a algumas escolas, não duvido. E que vai haver por aí um incremento nas idas dos encarregados de educação às escolas para acertarem contas com os professores, lá isso vai. Sendo a Biologia a minha área, já sei o que a casa gasta. E se há "piquenos" que sabem mais do que os próprios professores nesta matéria, também os há que vivem com 15/16 anos na mais profunda ignorância.
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De Cristina Ribeiro a 25.02.2009 às 21:43

No interior e em povoações pequenas, onde se instalou o cinzentismo, penso que é pior, Joana...
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De Cristina Ribeiro a 25.02.2009 às 21:34

Totalmente de acordo, Daniel; que supõe um trabalho prévio no lar...
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De António de Almeida a 25.02.2009 às 20:05

Pelos vistos continuamos bem atrasados em termos de mentalidades. Isto está bem pior do que pensava.
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De Cristina Ribeiro a 25.02.2009 às 21:36

Pois, António, muito, muito atrasados...
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De Nuno Castelo-Branco a 25.02.2009 às 21:10

Pois é, Cristina, nessas certas zonas, os papás poderão continuar a dormir à vontade com as filhas, usando o clássico argumento: "fui eu que a fiz, alimentei e eduquei". Tudo isto é deprimente, estamos atrasados décadas! Em Lourenço marques, pode crer que Espevitávamos" bem mais cedo. Pudera, tínhamos a África do Sul mesmo ao lado...
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De Cristina Ribeiro a 25.02.2009 às 21:46

Que vocês foram uns privilegiados, já sabia, desde que uma amiga que veio de Moçambique me disse como é que as coisas eram por lá, Nuno...
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De mike a 26.02.2009 às 00:11

Talvez começar por aulas de educação sexual aos pais...
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De Cristina Ribeiro a 26.02.2009 às 00:40

Aulas que os ensine a adaptarem-se às novas realidades, e até- isso seria o ideal, Mike,- substituirem-se aos professores numa coisa que lhes é, naturalmente, devida...
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De Luísa a 26.02.2009 às 00:48

Subscrevo inteiramente o comentário do Mike, Cristina. Primeiro, porque no tempo dos pais - ou no nosso tempo - estes assuntos eram tabu. Segundo, porque no tempo dos filhos, já é dada uma educação sexual bastante completa nas aulas de Ciências da Natureza, designadamente sobre os temas da higiene e da prevenção. (Francamente, não sei o que se pode pretender ensinar mais… a não ser que estejam a equacionar-se aulas práticas). Terceiro, porque seria de todo o interesse preparar os pais para o que, na minha opinião, lhes compete a eles, mais do que à escola, fazer, que é transmitir aos filhos este tipo de informação. A escola já não faz pouco se ensinar o Português e a Matemática como deve ser.
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De Cristina Ribeiro a 26.02.2009 às 02:05

É exactamente esse o meu ponto, Luísa; seria necessário, apenas que os pais tomassem essa educação a seu cargo- nada mais natural: é um dever seu, que não podem delegar nos professores, mas isso em certas zonas é pedir demais...
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De PF a 26.02.2009 às 00:42

Cristina

Obrigado pela citação, antes de mais.
Podemos de facto estabalecer diferenças de mentalidades. Não vou recorrer ao relativismo cultural de que não há culturas superiores ou inferiores. Aliás, o isolamento e as adversidades em que muitos compatriotas nossos vivem dão origem a actos e a mentalidades deploráveis. Tal deve-se não a quem aí vive, mas sim a um sistema macrocéfalo que vota ao esquecimento e abandono boa parte do país denominada de "província", cujo povo "são os bimbos". Porém são esses "bimbos" que têm alimentado com o fruto do seu trabalho a urbanidade dos cosmopolitas. E as assimetrias têm aumentado há pouco mais de 3 décadas, não obstante a calafetagem paga pela UE e os sinais exteriores de prosperidade que os "ditos saloios" vão apresentando pois ao consumismo adere-se mais facilmente do que a livros de história da arte, com ou sem passarinhas ao léu na capa.
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De Cristina Ribeiro a 26.02.2009 às 02:14

Uma revolução cultural- nada de chinesices, à la Mao, por amor de Deus :)- era mesmo necessária: começar por acabar com essa macrocefalia, e as próximas gerações do País esquecido estariam em pé de igualdade...
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 26.02.2009 às 18:05

É sempre mais fácil atirar para cima dos professores e da escola as culpas das falhas educativas dos progenitores, mas concordo com a Cristina em relação à diversidade cultural que aconselha algum pragmatismo nesta matéria...

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