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Blá blá blá

por Samuel de Paiva Pires, em 28.02.09

É mais ou menos isso que me importa e que retive do discurso do grande líder Kim-Il..perdão, José Sócrates. "Sou uma vítima, é só calúnias, difamações, campanhas negras blá blá blá...", com uma demagogia moralista que enjoa qualquer um.

 

Pelo meio aparece um senhor, salvo erro, Arons de Carvalho (não sei bem se é assim que se escreve o seu nome), a dizer que os jornalistas e especialmente a TVI são uma dessas tais "forças ocultas". Eu não aprecio particularmente a TVI, mas há que reconhecer mérito a quem se assume contra a ditadura do pensamento único vigente, como se o PS e Sócrates fossem os donos absolutos do país. E é a isso que se chama democracia, que tem numa das suas principais forças aquilo que se denomina por oposição.

 

Também acho interessante notar que quando Pacheco Pereira ou Manuela Ferreira Leite criticam os critérios de selecção editorial dos jornalistas aparecem várias vozes a clamar pela liberdade de expressão, no entanto, quando o PS que, enquanto governo, controla uma televisão, o faz, muitas das tais vozes não se fazem ouvir. Por mim continuo a achar que nos devíamos deixar do alegado dogma parco de autenticidade da "imparcialidade jornalística", e agir como nos Estados Unidos, ou seja, cada meio de comunicação social apoia os políticos que pretende e declaradamente alinha-se com quem bem pretende no espectro político-partidário. Dessa forma todos saberíamos sempre com o que contar quando lemos ou ouvimos determinados meios de comunicação social, e esses deixariam de ser alvos do tipo de críticas que acima indiquei. Mas como Portugal é um daqueles países onde o politicamente correcto faz escola, mesmo que a realidade substancial não corresponda à forma, lá vamos tendo que aturar certas demagogias.

 

Já agora, é interessante notar as crescentes vozes dissonantes dentro do PS. Quando deixarem de ser governo provavelmente assistiremos a uma série de cisões internas.

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publicado às 14:05


4 comentários

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De Common Sense a 28.02.2009 às 15:06

Claro que assistiremos. Quando não há poder para distribuir a tendência é o aumento da divergência de interesses. Quando há poder para distribuir, somos todos felizes.

Isto aplica-se a qualquer partido de governo (no caso de Portugal, PS e PSD).

Quanto aos meios de comunicação social, sou adepto do que propões, tal como sou adepto da regulamentação do lobbying . Os males não deixam de existir, mas pelo menos são transparentes como água.
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De Samuel de Paiva Pires a 28.02.2009 às 15:10

Claro, basta assistir ao exemplo do PSD nos últimos anos! É característico dos partidos do centrão, os únicos que podem almejar a ser governo (as coligações são sempre com partidos menores e só em caso de necessidade).

Sim concordo contigo em relação ao lobbying também, talvez a nossa geração possa contribuir para alguma alteração nestas matérias.
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De Nuno Castelo-Branco a 28.02.2009 às 17:43

não me parece ser uma especificidade portuguesa. vejam o PS actualmente em França, por exemplo. Os partidos "de governo" vivem disso mesmo e quando estão na oposição, a liderança é fraca. Na época do render da guarda, sempre surge uma Margareth Tatcher, um Sarkozy, etc. nada de anormal. O caso é que em Portugal a coisa parece ser bem pior e muito ao contrário que Pacheco pereira quer fazer crer.
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De Daniel João Santos a 28.02.2009 às 17:58

Eu queria ver todos estes senhores nos EUA, onde é norma os jornais de grande tiragem apoiarem candidatos e presidentes.

acho que teriam todos um AVC se por cá a moda pegasse.

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