Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Ainda a retórica democrática de algibeira

por Samuel de Paiva Pires, em 01.03.09

Na caixa de comentários ao meu post, André Ferreira faz um excelente diagnóstico:

 

Caro Samuel,

Quando olhamos à nossa volta e nos perguntamo sobre o que vemos não podemos deixar de verificar a decadência instalada em Portugal! Essa decadência origina-se num sistema democrático débil, baseado em interesses sectários e onde os partidos já pouco dizem no sentido em que não representam hoje o País real. O PS tenta confundir-se com uma imagem da democracia que não é sua.

Arriscaria ainda mais dizer que, pudendo ter sido importante na transição democrática, não foi sequer o mais importante dos partidos. O então PPD, por exemplo, foi-o em maior extensão: teve de provar a democracia, governando sempre nas épocas de grande adversidade. Com um fundador a morrer em circunstâncias ainda hoje obscuras, teve de governar num país socialista de Constituição e limitado pelo PREC, onde forças anti-democráticas como o PCP detinham grande força. Ou o CDS, que foi dado como descendente do regime cessante, perseguido e assaltado como se de vulgar bando criminoso se tratasse.

Outro aspecto interessante é a propaganda: os partidos democráticos de verdade não têm tais máquinas propagandísticas, nem se declaram donos da verdade absoluta. Não agem de forma goebeliana contra os demais e não crêem em formas de democracia dirigista.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:18


4 comentários

Sem imagem de perfil

De PF a 01.03.2009 às 23:20

"[...]teve de governar num país socialista de Constituição e limitado pelo PREC, onde forças anti-democráticas como o PCP detinham grande força"

Convém mencionar em abono da verdade que o PPD ratificou com seu voto a "constituição socialista" e apoiou o MFA. Se governou nas circunstâncias citadas foi porque assim o quis e pelo qual zelou desde sua fundação. Em complemento dessa "luta pela democracia" o dito Partido solicitou sua adesão à Internacional Socialista.
O que tem contribuído para degeneresc~encia da Nação é precisamente este situacionismo ignóbil de que acabo de dar exemplo. É a cobardia acomodada e institucionalizada.
Quando o CDS foi perseguido tal como é nesse comentário mencionado, os únicos que tiveram a coragem de o defender foram homens como Salgado Zenha... em relação ao qual não tenho afinidade ideológica mas sim de carácter. Que é o que mais falta faz na vida política e social nesta Nação, hoje, miserável.
Imagem de perfil

De Samuel de Paiva Pires a 02.03.2009 às 00:02

Também a mim me parece por demais evidente que nos faltam homens com carácter, seja em que partido for!
Sem imagem de perfil

De Margarida a 02.03.2009 às 20:02

Com 'homens', o fidalgo quererá por certo referir-se a 'homens e mulheres'...



(não é feminismo, é só para mandar beijocas...)
Imagem de perfil

De Samuel de Paiva Pires a 02.03.2009 às 23:53

Claro, obviamente :) Beijinhos querida Margarida!

Comentar post







Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Links

Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas