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É mais uma vez a pertinência do comentário

por Cristina Ribeiro, em 01.03.09

de Pedro Félix que me leva a assiná-lo incondicionalmente: se o PPD teve de governar num país socialista de constituição, com ela pactuou, pois que " ratificou com o seu voto a ' constituição socialista ' e apoiou o MFA " ; como soe dizer-se, cada um deita-se na cama que faz -pena sermos todos atingidos, e não sabemos até quando.

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publicado às 23:49


5 comentários

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De André Ferreira a 02.03.2009 às 07:45

Na verdade, o PPD de então é ideologicamente diferente do PSD de hoje. Então era menos liberal e conservador, mais social-democrata. Pactuar com a Constituição era fundamental para poder permanecer no exercício da democracia e apoiar o MFA essencial para fazer parte do regime. A direita absteve-se acantonada num perfil reservado pelos ataques de que era víctima. Em Espanha, pela exposição logo inicial do PP, ainda hoje a direita é tida como frnaquista e insultada como fascista pela máquina de propaganda da esquerda retrógrada e obtusa, com uma surpreendente taxa de sucesso.
Na altura, mais do que convicção era uma questão de pragmatismo ou ainda hoje teríamos o mesmo tipo de enfrentamentos que há em Espanha.
A força das esquerdas não está nem nunca esteve numa maior legitimidade ideológica (todas o são), mas sim no forte adoutrinamento que propiciam. Não digo isto porque seja de direita, que não sou - sou orgulhosamente liberal - mas apenas porque a demagogia é também uma forma de tornar a democracia um silogismo.
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De Cristina Ribeiro a 02.03.2009 às 12:16

Eis um óptimo exemplo: a Espanha. Aí há verdadeira alternância no Governo, e não um reles simulacro dela como cá. E não creio que os milhões de pessoas que já deram a maioria absoluta ao PP sejam franquistas, pelo que não acho que essa máquina propagandística- que sempre haverá, e ai de nós se fazemos depender dela as nossas acções- tenha essa surpreendente taxa de sucesso.
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De André Ferreira a 02.03.2009 às 17:20

Lamento, mas o que afirma não é verdade! Espanha tem muitos problemas de déficit democrático, mais inclusivé que Portugal. O PSOE, partido socialista é quem tem governado o país desde a transição, grosso modo, e a corrupção é tremenda nestes governos, como se sabe, principalmente no de Felipe, antes de Aznar.

O PP, por outro lado, não governa em situações normais porque em Espanha os pactos de governo são pós-eleitorais e o PP não pacta com os nacionalistas, o que permite ao PSOE governar mesmo quando perde eleições. O PP só governa com maioria absoluta.

Outro grande problema, que não se verifica em Portugal é que o poder judicial não tem em Espanha uma completa separação do Executivo, visto que o Consejo General del Poder Judicial é o equivalente ao Conselho Superior da Magistratura, mas é designado pelo Gobierno Central.
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De Cristina Ribeiro a 02.03.2009 às 18:19

O cerne da questão, o que está em causa- uma verdadeira alternância do poder, entre partidos muito diferentes entre si, e não quase-cópias, como são o PS e o PSD, o André mesmo o evidencia: " o PP só governa com maioria absoluta "- quando o povo espanhol opta por uma solução muito diferente da que lhe é proposta pelo outro partido, e , como antes disse, esses que lhe dão a maioria absoluta não podem ser apodados de franquistas- é esse o meu conceito de Democracia: poder- livremente- optar-se por soluções realmente diversas, e não termos dois partidos de governo que são afinal as duas faces da mesma moeda
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De PF a 03.03.2009 às 00:31

André

A nível regional, saberá talvez melhor do que eu, que as coisas não se têm passado assim. Por exemplo na vizinha galiza o PP tem sido soberano com a imagem de Fraga Iribarne a dominar por completo os resultados. OPutras províncias há com partidos aplicáveis apenas às eleiçõe regionais. Logo isto acabou por criar outro dinamismo na democracia espanhola, sendo evidente por outro lado que a dimensão do país o permite. A nível de governo federal, terá o André razão, para além de que a Espanha tem feridas da Guerra Civil ainda por sarar e com crimes de ambos os lados - para os politicamente correctos são os nacionalsitas os maus da fita e os republicanos os romãnticos e gajos porreiros. Mas isso já sabemos e mal de quem ainda acredita, e acreditam...., nas peles de cordeiro dos logros da época moderna...

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