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Uma Casa de Memórias

por Nuno Castelo-Branco, em 12.03.09

 É o título da história da Sociedade Portuguesa de Autores editada em 2006 e que o autor teve a gentileza de me enviar. Vitor Wladimiro Ferreira, que conheci na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, quando por ali passámos como docentes nos princípios da década de 80, é um especialista de história da cultura portuguesa contemporânea. 

 

 

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publicado às 16:45


4 comentários

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De Cristina Ribeiro a 13.03.2009 às 01:16

Orgulhem-se Nuno, e Miguel!
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De AB a 13.03.2009 às 11:55

Desculpem, ainda não percebi bem: o Prof. Vítor Wladimiro é pai do Nuno e do Miguel Castelo-Branco?
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De Nuno Castelo-Branco a 13.03.2009 às 17:49

Sim e até já expliquei há uns meses o porquê do CB. Cá vai uma vez mais :):

Quando entrei para a primária, por azar existia outro Nuno com o apelido Ferreira. A minha professora era uma incondicional admiradora de Camilo e como este é o meu segundo nome, seguido dos apelidos da minha mãe (o tal Castelo-Branco), decretou que na turma eu era Nuno CB. E assim ficou, mesmo no liceu. Em Lourenço Marques, quando se referiam a mim e ao Miguel, éramos sempre "os Camilos".
Na FLL o problema era de outro tipo: o meu pai não queria que se soubesse que eu era filho dele. Percebe como eram as coisas então e agora creio não serem muito diferentes. Enfim, não sendo mau aluno, no entanto decerto levantar-se-iam as costumeiras vozes a dizer... "pois, tem essas notas ... filhote do professor fulano de tal"... Para agravar a situação, as nossas posições políticas - minhas e do Miguel - eram de aberto confronto com a ditadura pecepista que por lá medrava há décadas: medo, lambe-botismo execrável, intriga, vingançazinhas, baixezas de toda a ordem. O meu pai decerto pagaria por nós, sem nada ter que ver com as nossas guerras na associação de estudantes ou assembleia de representantes. Assim, continuámos apenas "filhos da mãe". Ironia das ironias, o nosso pai acabou por pagar, pois tudo acaba por se saber.

E convenhamos, um pouco de presunção não faz mal a ninguém, desde que não se inventem coisas. CB fica melhor e é facilmente identificável. Concluindo, quem me deu o nome completo de baptismo, foi a minha trisavó, nora de Camilo. Queria que o trineto mais velho - eu -, tivesse o nome do marido: Nuno Camilo etc. Ditou a befehl (ordem) por telefone. A milhares de km de distância!


Já agora, há uns tempos recebi um e-mail de um conhecido salazarista, puxando-me as orelhas pelo pretensiosismo. Respondi-lhe ironicamente:

"O pai de Salazar chamava-se Oliveira
A mãe de Salazar chamava-se Salazar
Salazar devia então ser conhecido por António Salazar de Oliveira
Salazar é conhecido e assinava sempre como António de Oliveira Salazar
Passe então a tratar o presidente do conselho por António de Oliveira.

P.S. Quando assino pela minha mão, termino sempre com o apelido do meu pai.
Cumprimentos,
Nuno"
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De LUIS BARATA a 14.03.2009 às 12:25

Como se as pessoas não tivessem o direito de usar os nomes de que mais gostam ou os foram identificando ao longo dos tempos. Lembrei-me logo do Vasco Pulido Valente ( que na verdade é Vasco Corrêa Guedes, sendo o Pulido Valente apelido materno) , ou até de Manuel Alegre ( baptizado Manuel Alegre de Melo Duarte), já para não falar de quem nos governa: José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.
Esse senhor salazarista que te interpelou devia era criticar o seu ídolo por usar os apelidos à espanhola.

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