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Leais, Imparciais & Liberais

por Samuel de Paiva Pires, em 23.03.09

 

(imagem picada daqui)

 

Ainda não vou sequer a meio, mas este livro que reúne diversas crónicas de José Manuel Moreira é, de facto, um must na biblioteca de qualquer liberal português, ou de qualquer português interessado nestas matérias. Aqui ficam os dois últimos parágrafos do artigo "Liberalismo e Democracia", cuja leitura integral fortemente recomendo:

 

O objectivo liberal permanente é fraccionar os sistemas sociais, dividir os poderes do Estado, fraccionar os cargos e funções do topo à base, tão a fundo quanto seja possível, e estabelecer controlos e equilíbrios. Um dos fins desta preocupação generalizada de limitar o Governo e fraccioná-lo é o de preservar um espaço cívico tão vasto quanto seja possível para a acção voluntária dos indivíduos e suas associações.

 

Não basta o desejo de liberdade, requer-se a sua disciplina, de preferência a autodisciplina. Tem por isso razão Fernando Pessoa para afirmar que "a ânsia de liberdade é comum ao homem superior e ao mendigo que não quer trabalhar. Assim, as instituições liberais tanto podem significar a expressão da liberdade, como a expressão da incúria e do desleixo".

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publicado às 23:34


2 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 24.03.2009 às 12:11

... e é por isso mesmo que o dito Liberalismo jamais teve futuro em Portugal.
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De Miguel Neto a 25.03.2009 às 11:35

Eu acredito que se no futuro quisermos estar (nós, não só Portugal mas toda a Europa Ocidental) e manter ao nível das regiões ditas "emergentes" (eu diria regiões adormecidas e das quais temos assistido ao despertar - como diria Napoleão), temos que abandonar a nossa forma de estar socialista / social-democrata / democrata-cristã, que no fundo são pequenas variações de uma mesma visão do Mundo e do Homem e temos que passar a adoptar a forma Liberal de ser.

Para mim, essa Utopia significa conciliar o Super-Homem de Nietzsche com a Moral de Kant.

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