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Quando há umas semanas deparei com o cartaz, desconfiei. Quis contudo acreditar numa remodelação do edifício, à moda dos nossos dias em que Lisboa rapidamente se vai transformando num palco de fachadas de teatro, com prédios antigos por fora, mas betonados por dentro. Salvam-se algumas aparências, embora a concepção interior dos espaços que marcaram a sociedade noutras épocas, para sempre se perca.
 

Desta vez enganei-me. Este edifício na Duque de Loulé 35, foi até há pouco tempo, um departamento do Estado - das Florestas, creio - e já teve hoje início o processo de demolição. Para disso ter a certeza, questionei um dos empregados da "obra" que para meu espanto me confirmou o desastre. Já estou a imaginar o que se seguirá: um mostrengo sem qualquer interesse, para escritórios que não se arrendam nem se vendem, dada a fartura da oferta e a escassez da procura.

 

Mais um crime autorizado pela Câmara Municipal de Lisboa que há décadas é a principal responsável pela liquidação do património imobiliário da capital do antigo Reino de Portugal.

Seria interessante questionar a vereação camarária e as respectivas oposições. Sempre poderemos verificar até onde vão os compromissos celebrados não com os eleitores proprietários da cidade, mas sim com os grandes interesses financeiros que patrocinam o sistema. Até quando?

 

Apenas uma sugestão: a arquitecta Roseta não encontrará maneira de evitar o dislate? Que falta nos faz Ribeiro Telles!

 

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publicado às 16:59


1 comentário

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De Paulo Ferrero a 02.04.2009 às 10:54

O palacete tem os dias contados desde que o Ver. Manuel Salgado despachou favoravelmente a sua demolição em Junho de 2008 sem levar o projecto a reunião de CML, como devia moralmente, já que legalmente e por delegação de competências não precisava de o fazer, uma vez que .... IMAGINE-SE ... o palacete não está sequer no Inventário Municipal Património, quanto mais classificado. Giro, não é?

Pois. Os técnicos da CML esqueceram-se de integrar o nº 35 da Dq. Loulé no IMP. Mas não se esqueceram do vizinho do lado, essa maravilha da modernidade, chamada SPA.

Depois, em 2006, a Srª Seara decidiu aprovar um projecto de construção nova. O promotor actual é o fundo imobiliário do BES.

Não se preocupem, caros amigos: o prédio novo terá 8 pisos, alinhado pelos 'belos' vizinhos do lado. E logo será a vez dos prédios bonitos que restam naquela outrora fabulosa avenida: uns demolidos, outros ampliados e travestidos.

A 'receita' é sempre a mesma: os proprietários são imobiliárias, ligadas a bancos, que contratam arquitectos de 'prestígio'. Depois abrem janelas, destelham os prédios, roubam azulejos, partem vitrais, arrancam estuques. Até que o estado seja tal que as pessoas digam 'bolas, antes um prédio de espelhos ali que aquela miséria cheia de ratos e baratas'.

Ainda resta o logradouro, dir-me-ão. Pois resta. Mas a isso, o 'fabuloso' PDM tem a resposta providencial: esventre-se tal e tal para pópós. A malta aplaude.

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