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O surrealista conceito camarário de zona protegida

por Nuno Castelo-Branco, em 03.04.09

 

 

Um amigo viu embargada esta semana a sua obra de remodelação interna do apartamento, alegando os fiscais da Câmara Municipal de Lisboa que a área de Campolide pertence a uma zona protegida. Requere-se assim, um processo de arquitectura e respectiva autorização para a renovação de paredes, sanitários, etc. Estas águas furtadas foram até ao início dos trabalhos, um autêntico pardieiro típico das zonas degradadas da cidade. Para ser habitável, carece de recuperação - que ia ser feita com esmerado gosto -, coisa em que os oficiais da CML não parecem estar muito interessados. O que verdadeiramente importa é a manutenção do processo burocrático, taxas e coimas inerentes. Sabemos como estas coisas são..

 

Agora uma pergunta à qual não encontro resposta plausível: se uma cocheira de 5º andar, própria para burros voadores é protegida por exclusivistas normas aplicáveis a Campolide - onde aliás as monstruosidades imobiliárias vão proliferando -, o que podemos então dizer do edifício em demolição no 35 da Duque de Loulé? Esta zona não faz parte do âmbito citadino a proteger da desenfreada especulação? Toda a avenida se encontra em pleno processo de destruição e os edifícios são de grande qualidade estética, coisa de somenos importância para os intelectuais de renome que proliferam nos competentes serviços camarários. O dr. António Costa devia zelar pela reputação da Câmara no seu todo, oposição incluída. Já é tempo.

 

Aqui ficam algumas zonas e artérias lisboetas que parecem não estar incluídas na alegada protecção de património:

 

Av. da Liberdade e adjacentes, Av. Duque de Loulé e adjacentes, Av. Defensores de Chaves e adjacentes, Av. 5 de Outubro e adjacentes, Av. da república e adjacentes, Av. Joaquim António de Aguiar, Av. Almirante Reis e adjacentes, o Campo Grande (vão abaixo o 190 onde vivi 14 anos e o 188, a serem substituídos pois dois horrendos mamarrachos ao gosto regimental), Campo de Ourique. Apenas para citar algumas zonas "sem qualquer interesse" urbanístico...  Abaixo a república!

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publicado às 18:21







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