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Curiosidades plutocráticas num lugar da Europa ocidental

por Nuno Castelo-Branco, em 03.04.09

 

Numa próspera e progressista república do extremo ocidental da Europa, quem tenha a necessidade de comprar na farmácia os 4 comprimidos necessários ao tratamento de uma maleita, beneficia da  possibilidade de trazer para casa 40, ajudando o sector farmacêutico nacional. País de gente rica, este!

 

No  "retrógrado e terceiro-mundista" reino daTailândia, quem sofra de uma dor de cabeça, prisão de ventre ou gripe, pode dirigir-se a qualquer uma farmácia de serviço e adquirir o número de cápsulas estritamente necessárias ao tratamento do mal em causa.  Que falta de solidariedade para com o tão atacado mundo dos negócios!

 

Curiosidades plutocráticas...

 

 

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publicado às 21:17


8 comentários

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De Daniel João Santos a 03.04.2009 às 21:43

temos de proteger as coitadas das industrias farmacêuticas.
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De Sandra a 03.04.2009 às 22:21


LOL gostei da ironia do post e das cores das palavras ;)

Aqui, nos Países Baixos, só temos direito à dose estritamente necessária e acho muito bem!
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De Pedro a 03.04.2009 às 22:53

Olhe que não ajuda assim tanto a industria nacional. Aliás, o fecho de várias empresas produtoras de genéricos é disso amostra. Mas adiante...

Concordo perfeitamente!
Enquanto estudante de Ciências Farmacêuticas não posso ter outra opinião. Não só é um desperdício de recursos, como um encargo suplementar para o utente sem falar que pode levantar problemas futuros de auto-medicação (flagelo grave que afecta cada vez mais a nossa sociedade)
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De Pedro a 03.04.2009 às 22:58

Aliás, e pegando um pouco neste tópico...
Que acha da polémica entre a substituição de genéricos por medicamentos de marca receitados pelos médicos?

Ai sim temos um problema ainda maior. Não só o governo não cumpriu o seu programa (os médicos deveriam neste momento prescrever por principio activo, coisa que fazem em meio hospitalar) como acusam os farmacêuticos de por em risco a saúde do doente... Enfim, só numa sociedade cheia de interesses (neste caso dos médicos, no caso que publicita da industria farmacêutica) é que se pode compactuar com estas situações.
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De Nuno Castelo-Branco a 04.04.2009 às 15:23

Em certos casos, sou até mais radical e compreendo bem o lançamento de produtos genéricos como os brasileiros fizeram. Por exemplo, que se atribua uma moratória às farmacêuticas, após o qual, medicamentos caríssimos e essenciais - sida, hepatites, cancros, etc - passam a ser distribuídos pelo SNS como genéricos. É a única forma de moralizar a situação. Além do mais, isso talvez estimule o investimento na pesquisa de gente apenas interessada no lucro a curto prazo. Não pode ser, porque assim como as coisas estão, corremos o risco de uma vaga de nacionalizações sem precedentes.
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De Pedro a 04.04.2009 às 15:58

Mas pode ter a certeza que uma medida dessas (com este governo, pelo menos) não será sequer sugerida em Portugal.
Basta ver a questão da prescrição de genéricos. Tanto o governo como a Ordem dos Médicos se opôs à iniciativa da ANF. Mesmo podendo incorrer em sanções alguns farmacêuticos já optaram por despender genéricos à revelia dos médicos e só nos primeiros dois dias isso revelou uma poupança de 85 mil euros. Em dois dias e só com alguns farmacêuticos a partia-lo...

Imagine a poupança que o estado e os utentes teriam se fosse aplicada a dispensa por DCI (e contra mim falo, pois as farmácias e a industria só perde com essa media)
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De mourão a 04.04.2009 às 17:44

Vá lá, vá lá ... num país onde os lobby são rei jà se conseguiu dar um passito... isto se a ministra da saúde não lhe der uma travadinha e voltar tudo atrás
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De Nuno Castelo-Branco a 05.04.2009 às 12:12

O problema é já se generalizar a opinião que só se modificarão certas - muitas - situações fora do actual sistema. Aí está o busílis.

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