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 O meu velho amigo Jacques costuma deslocar-se periodicamente a Lisboa, nesta cidade  procurando a inspiração para os seus argumentos cinematográficos. Desta vez ficou apenas uns dias, decidindo-se pelo Tivoli - na av. da Liberdade - dada a excelente localização do hotel.

 

Passeando pelas imediações, foi  com espanto que verificou o galopante estado de descaracterização da chamada zona histórica que tanto aprecia e gaba. Prédios devolutos e arruinados em plena Avenida, vidraças estilhaçadas a anunciar a inevitável demolição, ruas inteiras substituindo as construções oitocentistas por lixo de betão, etc. Ficou chocado e considerando Lisboa uma das suas cidades de eleição, a revolta deu azo a uma longa conversa durante o jantar no Bairro Alto.  Falámos dos bem conhecidos conluios entre as autoridades gestoras da capital - Paris sofreu do mesmo mal nos anos depredatórios do senhor Pompidou - , a osmose entre a política, a finança e o betão e o claro desinteresse pelo património em avançado estado de degradação. Concluímos ser cada vez mais necessária, a criação de uma entidade europeia que tenha poderes suspensivos sobre estes "modernos projectos" de vandalismo do património. Orgulhosos como os portugueses são, seria mais um revés para a nossa soberania, mas neste caso, Por Bem!

 

Tomando como exemplo a Rua Rosa Araújo, foi com estupor e raiva que verificou aquilo que aqui denunciámos em 2008. Três lindos prédios intactos, de belíssima e sólida construção dos finais do século XIX, votados à criminosa destruição com o beneplácito da Câmara Municipal de Lisboa (seja ela qual for, o partido para nada interessa).

 

Foi a seu pedido que decidi voltar a chamar a atenção contra esta vergonha que miserabiliza a capital, devendo por isso,  ser um motivo suficiente para a total rejeição das "listas rotativas" nas próximas autárquicas. Nem Costas, nem Santanas e adjacentes. Fora!

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publicado às 18:13


1 comentário

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De Margarida a 18.05.2009 às 19:43

Quem?
E noutras urbes igualmente decadentes, quem?

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