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« O inglês que amava Portugal »,

por Cristina Ribeiro, em 27.05.09

 

James Forrester, faria hoje 200 anos, leio no Público.

E lembrá-lo é lembrar os riquíssimos momentos passados nessa região onde a prodigalidade da Natureza é tanta que ninguém lhe fica indiferente.

É lembrar os dias - quase sempre de Outono - em que saíamos da Pousada que lhe herdou o nome, de manhã bem cedo, para aí regressarmos só à noite, sempre cansados mas sempre felizes pelo que nos tinha sido dado ver, num crescendo em que se tornava cada vez mais notória  a ligação daquela terra ao rio, que é afinal a fonte de deslumbramento maior.

Mas ler este texto de Manuel Carvalho não traz só lembranças; significa o conhecer uma vida tão cheia de um homem que podia escolher um outro qualquer lugar do mundo para viver, mas se deixou enredar pelo fascínio que ainda hoje sentimos quando lá vamos.

Terá sido o negócio vinhateiro, desse néctar tão apreciado na terra natal, que o fez aí fixar-se, mas não terá demorado muito até que o Douro se tornasse " a paixão que mais energia lhe consumi( u ) ", a partir do momento em que se predispôs a estudá-lo minuciosamente, calcorreando, por isso, toda aquela região, amando o rio que havia de o guardar para sempre.

 

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publicado às 18:05


2 comentários

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De João Pedro a 28.05.2009 às 00:35

Há poucas semanas tive oportunidade de ver uma interessante exposição dedicada precisamente a Forrester, no Museu do Douro, na Régua. Não fazia ideia que tinha sido um dos pioneiros da fotografia em Portugal.

Na série da televisão da Ferreirinha, o Barão era interpretado por Nicolau Beyner, nada parecido com ele. Fiquei a pensar que neste papel Joaquim de Almeida encaixaria bem; pelo menos era parcido com Forrester.

Uma das razões pela qual pereceu é que tinha os bolsos pejados de moedas, das rendas que tinha recebido; a outra é que naufragou no Cachão da Valeira, em tempos em que o Douro era selvagem e temível. A montante da Régua, antes da barragem de Bagaúste, pode-se ver um trecho do rio como ele seria antigamente em todo o seu curso, com correntes revoltas e rochas à superfície, antes das barragens o levarem à mansidão de agora.
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De Cristina Ribeiro a 28.05.2009 às 00:48

Não posso jurar, João Pedro, mas penso que este quadro, por ele pintado, integrava essa exposição, da qual tive notícia.
Cá em casa há uma fotografia enorme, a preto-e-branco, onde é notório o carácter selvagem e temível do rio, de que fala.

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