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Mitras e mitos

por Nuno Castelo-Branco, em 29.05.09

 

Os celerados que encheram Guantánamo constituem o rosto desse inimigo inacessível à piedade. É a escória da escória da humanidade e não há desculpa que os possa absolver. A guerra que o Ocidente lhes move é duplamente justa, onde quer que se encontrem, o que quer que invoquem e quaisquer que sejam oscompagnos de route que recrutam entre a estupidez inteligente de uma Europa que seria varrida do mapa da civilização caso esses loucos de Deus pudessem lançar mão das nossas cidades, museus, bibliotecas, laboratórios e universidades. É justa porque se faz em nome de valores que todos os homens de bem subscrevem sem vacilações e é justa porque impede o pior. A maioria das vítimas dos loucos de Deus são muçulmanos e não ocidentais. O Ocidente para o Médio Oriente e Ásia Central enviou as forças expedicionárias para ali travarem essa luta de vida e morte contra uma ideologia que é absoluta e visceralmente uma força maligna. O islamismo militante não é um movimento localizado geograficamente nem se limita à invocação da auto-defesa contra um pretenso ataque ao Islão. É coisa absolutamente nova, globalizada, tecnologicamente avançada e assistida pelos meios de acção, difusão e propaganda que lhe permitem aterrorizar continentes por atacado.

 

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publicado às 13:40


2 comentários

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De Anónimo a 29.05.2009 às 15:32

Bom texto, como de costume.
Apenas queria acrescentar que o "Islão Militante" não é nada de novo e já bem desde o séc. VII. Com a supremacia Ocidental (e Russa) dos últimos 200 anos, fficou esquecido, mas agora, está de volta a incomodar. O relativismo moral das elites ocidentais e o petróleo foram os principais factores que trouxeram o Islão de novo à ribalta.

GP
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De João Pedro a 29.05.2009 às 16:01

Por momentos pensei que o Miguel Castelo Branco estivesse a fazer a defesa da tortura, mas depois li o texto até ao fim e...concordo.


Respondendo ao comentário anterior, é preciso ver que com o fim do Império Otomano e a ascensão do Kemalismo, assim como os ventos liberais que sopraram na Pérsia, esvaziaram durante uns tempos o islamismo militante, excepto nas Arábias, onde a doutrina de Wahab já dominava as vetustas tribos como a dos Saud. Depois apareceu Qutb e a Irmandade Muçulmana, que com os becos sem saída dos nacionalismos pan-arabistas começaram a inchar, tanto no Egipto como noutras latitudes (para o que contribuiu a guerra no Afeganistão, por exemplo).

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