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A cobardia do politicamente correcto ocidente.

por Nuno Castelo-Branco, em 04.06.09

 

 

Tal como se previa, a campanha de maketing político desenvolvida pela administração de Obama, não surtiu qualquer efeito benéfico junto dos figadais inimigos do Médio Oriente. Para as bem industriadas massas muçulmanas, o Ocidente no seu todo e os EUA em particular, representam a negação material das certezas herdadas através de uma já longínqua e para sempre morta época de esplendor herdada de gregos e romanos e que hoje é amplificada por meios de comunicação onde a tecnologia inventada pelos "infiéis", se tornou essencial para uma propaganda que incendeia comunidades imigrantes e ameaça a segurança interna dos países de acolhimento.

 

As inúteis cimeiras  fundadoras de impossíveis alianças de civilizações, mais não servem senão para transmitir um evidente sinal de fraqueza ocidental perante a ameaça do uso de violência por parte dos extremistas. Qualquer cedência naquilo que para nós é essencial - e que do outro lado também sabem que o é  -, significa antes de tudo, a subida do nível de exigências, numa espiral ininterrupta que ameaçará de destruição os ordenamentos jurídicos na Europa. Eles sabem que para nós, a Lei civil conforma a sociedade e garante a coesão da mesma. A uma demanda de "igualdade" para garantir a quimérica "fraternidade", seguir-se-ão movimentos tendentes à obtenção da "liberdade" das comunidades islâmicas que pretenderão constituir-se como entidades próprias no seio de uma já periclitante sociedade maioritariamente cristã.  A discriminação de  que acusam o Ocidente, consiste exactamente na vigência da universalidade da Lei na nossa polis que presentemente, engloba importantes comunidades que recusam liminarmente este modelo. Com Clinton, Bush, ou Obama, o que verdadeiramente lhes interessa é a prometida vitória final, obtida essencialmente através do uso e abuso do sistema de liberdades que a Europa construiu ao longo de séculos e que paradoxalmente lhes garante uma total iniciativa no sentido da subversão e consequente destruição. Mesmo que isso signifique o regresso à opressão e miséria da qual fugiram, o que verdadeiramente importa é a plena satisfação maniqueísta da "liquidação dos impuros".  O caso britânico é paradigmático e as imagens sempre disponíveis no youtube falam por si. 

 

O dilema que se nos apresenta, consiste somente na ambivalência de sentimentos no seio de sociedades que almejando atingir os níveis de desenvolvimento dos euro-americanos, não possuem a necessária força anímica para impor a sua vontade aos extremistas - ainda residuais - e a um clero anacrónico que ainda conforma a organização política do Estado e da sociedade. Para os imãs e aiatolás, continua a ser fácil a mobilização dos indignados membros da Ummah, sejam eles  vendedores de malaguetas no mercado de Peshawar, ou homens de negócios das torres de vidro do Dubai. Qualquer insignificante incidente que a Al-Jazeera habilidosamente anuncie como hipotético "insulto ao Islão", é susceptível de pulverizar os núcleos mais "laicizados e abertos ao diálogo" que a nossa medrosa imprensa tende a exaltar. E o problema consiste em muito disto se passar dentro das nossas fronteiras.

 

Muito mais odiados que os canhões dos tanques Abrahams, os mísseis dos F-16 ou as tropas especiais do Ocidente, os nossos costumes, a nossa igualdade plasmada nos textos fundamentais e o direito ao personalismo, são o autêntico mas convenientemente escondido motivo desse ódio visceralmente mortífero. Não tenhamos ilusões quanto a esta verdade. A nossa História, é a prova final do seu fracasso material e espiritual como civilização e isso é que não podem admitir.

 

A Europa é o império da Lei. Ceder, significa antes de tudo, a liquidação dessa mesmo Europa, hoje encarada num sentido tão lato que transpõe continentes, de Vladivostok a Los Angeles, Buenos Aires ou Canberra. É a manutenção de uma posição de firmeza irredutível que os fará compreender a nossa vontade de ser o que somos. Esta é, aliás,  a única possível de garantir o respeito e a moderação. Qualquer desvio no sentido da contemporização, significa o desastre anunciado.

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publicado às 16:21


3 comentários

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De Miguel Neto a 05.06.2009 às 10:23

Totalmente de acordo. "Seja bem-vindo quem vier por bem". Isso implica a aceitação sem reservas dos Princípios Fundamentais da nossa Civilização e Cultura.

E não me estou a referir à gastronomia ou à religião. Aquilo que conseguimos e que tomámos por bom como regras de convivência e de relacionamento entre pessoas e instituições, devemos à luta de Homens e Mulheres que se bateram muitas vezes com grande sacrifício das suas vidas.

Lembro-me por exemplo das mulheres (nossas avós e bisavós) que lutaram (com argumentos e métodos uns melhores outros piores) pelo seu direito ao voto e pela sua igualdade perante a Lei. Quanto mais não seja por respeito à sua memória e à sua luta, que era também por e para nós hoje, devemos ser irredutíveis na defesa da nossa civilização. Quem não a aceita (e todos são livres de não o fazer) que não nos bata à porta ou, pelo menos, que não exijam que transformemos neles.
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De Nuno Castelo-Branco a 05.06.2009 às 15:24

É isso mesmo que quero dizer.
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De Anónimo a 06.06.2009 às 13:16

Continue o seu excelente trabalho de denúncia face ao Islão e aos autoproclamados "multiculturalistas".

GP

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