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Pinto Monteiro dixit

por Samuel de Paiva Pires, em 10.07.09

 

(imagem tirada daqui)

 

“Não estão inocentes os juízes, o Ministério Público. Têm culpa os advogados pelos expedientes a que recorrem. Têm culpa os funcionários judiciais e os cidadãos, que levam a tribunal as coisas mais incríveis”.

 

Aos senhores do Ministério da Justiça que costumam ler este blog todos os dias, não se esqueçam de que é o próprio Procurador-Geral quem o disse. Há por aí uma certa senhora juíza e uma certa senhora procuradora a quem esta afirmação assenta que nem uma luva. Kafka não faria melhor...

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publicado às 00:49


5 comentários

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De Mourão a 10.07.2009 às 17:13

Tal como diz o Dr Barra da Costa a justiça não é para os pobres e esta vaga de juizes,advogados e os fulaninhos do ministério público estão tão ciosos de apresentar trabalho que não vêm o que andam a fazer... são a vergonha da justiça e da democracia...são apenas filhos do 25 a quem não lhes foi dado chá, coitados!
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De Orlando Teixeira a 10.07.2009 às 19:41

Ninguém com bom senso nega razão ao Senhor PGR . O que já parece estranho é que não se lê uma palavra de acusação ao poder legislativo e ao poder executivo, nomeadamente o Ministro da Justiça.
Fui eu que li mal ou o PGR omitiu culpados? Pelos vistos convém estar de bem com a pseudo elite, pois dela depende o cargo. Será isso?
Só num ponto não lhe dou razão: o PGR não é reserva moral para decidir o que é incrível ou não nos litígios apresentados pelo cidadão. É de uma arrogância e sobranceria dizer tal coisa que me confunde se terá sido mesmo o PGR quem o disse.
Ao preço que a justiça está (culpa de quem?) só quem considera importante litigar por algo é que ali se apresenta. Logo, o incrível é a sua acusação.
Os meus cumprimentos
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De Samuel de Paiva Pires a 11.07.2009 às 01:21

Tem toda a razão caro Orlando. Já o mesmo não se passa com alguns magistrados e procuradores-adjuntos, que não se imiscuem de dispender inutilmente dinheiro dos contribuintes nas litigâncias mais kafkianas...E eu falo por experiência própria...
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De Orlando Teixeira a 11.07.2009 às 14:46

Caro Dr. Paiva Pires


Não tenho procuração dos Senhores Magistrados, sejam eles Judicias ou do MP , não sou cego na sua defesa, mas creio que neles vem desembocando todos os males da justiça, num País onde todos olhamos para os lados em busca de quem culpar, desde que não sejamos nós próprios.
Erram? Pelas implicações que daí emergem, lamentavelmente sim. Mas não erramos todos, ou será que os erros são específicos de algumas classes profissionais?
Daí a concluir como muitos o fazem, que os males da justiça reside nos magistrados, vai uma distância abissal.
Como discípulo de alguém por quem nutro enorme estima e consideração, o Prof. Raposo de Medeiros, por certo não desconhece que a lei impõe ao Juiz a estrita observância da lei, podendo da audiência extrair a sua convicção, mas sempre baseada na lei, a mesma que lhe impõe que justifique a sua sentença, transformando simples decisões em verdadeiros romances, onde nos perdemos pelo meio.
O Juiz , tal como o guarda-redes de futebol, porque é o último na cadeia (e porque é quem decide) por vermos frustradas as nossas expectativas (reitero, expectativas!) num caso, é sempre o culpado.
Não coloco em crise as suas queixas pessoais, as quais pode resultar dos erros que todos cometemos, mas também de má mira no verdadeiro alvo.
Respeitosamente
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De Samuel de Paiva Pires a 13.07.2009 às 19:05

Caro Orlando,

Tire lá o Dr. antes do meu nome porque ainda não o sou (só em Setembro) e mesmo quando o for dispenso bem esse tratamento tão típico deste país de "doutores e engenheiros".

Não foi minha intenção realizar uma inferência a partir de um caso específico quanto à minha pessoa e generalizar para todos os juízes que a culpa do actual estado de coisas da justiça seja apenas e só imputável a estes. Pelo contrário, é em primeiro lugar imputável à politização da justiça, à falta de regras institucionalizadas mais fortes e à forma como o sistema está montado para permitir a quem pode (monetariamente falando) safar-se, e a quem não o pode então apenas obedece. Mal daqueles que, como eu, não podem e infelizmente caem nas mahas da justiça pelos assuntos mais caricatos...

Agora, de um ponto de vista mais abstracto, não sei se o Professor Pedro Arroja (Portugal Contemporâneo) não terá razão quando diz que ajuizar é uma actividade eminentemente protestante e que os juízes em países de matriz católica sofrem do mal da falta de sentido do justo, muitas vezes apenas ligando aos factos e à estrita observância da lei, descurando aquilo que deveria ser realmente justo... Mas isto já são extrapolações e contas de outro rosário...

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