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Doutor Louçã, preciso de ajuda!

por João de Brecht, em 22.07.09

 

 

 
Com tamanho sucesso nas Eleições Europeias que levam Francisco Louçã a assumir-se como um possível candidato à vitória das “deputais”, torna-se imperativo que comecemos a tentar descobrir as bases deste partido político mais heterogéneo que um cartaz da Benetton.
Afirmando-se sempre como um partido de esquerda democrática, o Aglomerado de Esquerda é composto por toda uma massa revolucionária de Mau a Trotsky, ou de Castristas (Castrati, em italiano) a Estalinistas. O que têm então em comum toda esta gente de sectores políticos tão conflituosos em comum? Porquê o nome Bloco quando há claramente divisão ideológica? Porquê a utilização da palavra democracia quando são partidários de uma ideologia totalitária?
No meio de muitas dúvidas acabo por me identificar com a ideia lançada por Paulo Pinto Mascarenhas no dia 12 do passado mês:
 "Defendemos a nacionalização dos sectores estratégicos", diz Francisco Louçã ao i. Esta é a verdadeira alternativa ao que alguns respeitáveis comentadores chamam de "neoliberalismo". O que deve preocupar é que um partido como o Bloco de Esquerda consegue ser hoje o terceiro partido português no Parlamento Europeu. O linguajar marxista de Louçã - ao contrário da conversa delicodoce social-democrata de Miguel Portas - mostra o que seria o BE no poder: o regresso às nacionalizações, à miséria e ao empobrecimento crescente do país. Pena que muitos dos "jovens" que votam no BE não se lembrem do que foi o PREC. Com o BE a governar seria o regresso do PREC a Portugal em pleno séc.XXI.
A falta de clareza num partido relativamente recente aos olhos de um povo desapontado com um sistema muito longe das promessas de Abril, abre alas ao aparecimento e insurreição de movimentos perigosos, escondidos atrás de bandeiras que escondem as verdadeiras doutrinas;
Estatutos do Bloco de Esquerda, Artigo 1º - Definição e objectivos, ponto 3:
O Bloco de Esquerda defende e promove uma cultura cívica de participação e de acção política democrática como garantia de transformação social, e a perspectiva do socialismo como expressão da luta emancipatória da Humanidade contra a exploração e opressão.

 

 

P.S.  B.E: Finalmente de volta à blogosfera, exames terminados!

Quero desejar as boas vindas aos novos Conselheiros Pedro e Manuel e agradecer o reforço do nosso plantel (melhor preparado que o do Benfica sem dúvida). E claro, um abraço aos Conselheiros de sempre!

 

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publicado às 03:52


20 comentários

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De Helena Branco a 22.07.2009 às 09:42

MUITO ATEMPADO EXPRESSIVO E DENUNCIADOR este seu texto...a merecer maior divulgação!!! pois corremos o risco de descontentes com a política actual do Governo cairmos no logro no atoleiro movediço... do "bloco" e como o calhau está a querer ganhar mais corpo iríamos directamente para o fundo com certeza

Deus nos livre e guarde!
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De Samuel de Paiva Pires a 22.07.2009 às 14:11

AHAHAH excelente! Partido da Esquerda Democrática Independente e Anarquista! É mesmo isso!
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De João Pedro a 22.07.2009 às 15:18

Ou segundo um sketch da saudosa Herman Enciclopédia, a ordem correcta seria Partido da Esquerda Independente Democrática e Anarquista.
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De João de Brecht a 22.07.2009 às 15:19

Confirma-se João,
"Parece ele que adivinha..."
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De João Pedro a 22.07.2009 às 22:12

Bolas, que redundância...é que do sítio onde estava não tinha acesso ao Youtube, e por isso não percebi logo...Era exactamente desse video que me estava a lembrar.
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De Paula Viana a 22.07.2009 às 14:53

"A falta de clareza num partido relativamente recente aos olhos de um povo desapontado com um sistema muito longe das promessas de Abril, abre alas ao aparecimento e insurreição de movimentos perigosos, escondidos atrás de bandeiras que escondem as verdadeiras doutrinas"

Nao diria melhor... Esses extremistas e afins não são mais que coveiros que vivem à pala da desgraça de regimes caducos, aproveitando-se da ingenuidade de um povo que nao sabe para onde se virar!

Um beijinho João...

P.S.: Quando voltas a Coimbra?
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De João Pedro a 22.07.2009 às 15:28

Regresso inspirado, João. Já agora, além do PSR, UDP e Política XXI, também há no BE um movimento como o bonito nome de Ruptura/FER, cujos dirigentes escrevem coisas como:
"Esta nossa crítica vinha acompanhada de uma outra: a de o nosso BE ser um partido que descura o seu enraizamento social no seio da classe trabalhadora, renuncia a disputar ao PCP a liderança no movimento sindical e alimenta ilusões num socialismo por via eleitoral."

Se não é por via eleitoral, qual será a ideia de caminho para o socilaismo da FER?
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De João de Brecht a 22.07.2009 às 15:31

Temos de começar a juntar estas prendinhas do socialismo moderno e fazer um almenaque...
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De João Pedro a 22.07.2009 às 22:19

Sim já conhecia e lembrava-me do programa. Ainda antontem estive mesmo ao lado do líder do "PSG".

Mas ainda há este, que nem está nada desactualizado:

http://www.youtube.com/watch?v=XyQ5nbMa4Jg


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De Nuno Castelo-Branco a 22.07.2009 às 18:24

Muito bem! Já agora, talvez uma hipótese de explicação para o ainda incerto 3º lugar: os partidos populistas da demagogia self-service, geralmente enquadram-se bem na posição de terceira força política o que que aliás, bem pouco significa para a governabilidade dos países. Nos anos 80/90, tivemos o senhor Le Pen em França e agora, em Portugal, temos o "pobre menino rico" Francisco Anacleto Louçã para suprir o buraco.
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De João de Brecht a 22.07.2009 às 18:43

Nem mais nem ontém...
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De António Alves Mendes a 22.07.2009 às 20:53

E porque não fazer a mesma pergunta ao CDS partido no qual o "D", também não faz muito sentido (veja-se a ligação com figuras do Estado Novo e os apoios dados em 75/76 ao MDLP)...
Acho que dizer que as pessoas do Bloco não são democratas me parece demasiado excessivo e redutor...
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De João de Brecht a 22.07.2009 às 22:16

O Bloco de Esquerda não é um partido de democratas, muito menos um partido que acredita na democracia. Não o digo por maldade ou por desporto, é uma verdade pura, um partido que concentra em si todo o tipo de ideologias totalitárias canhotas e todo o tipo de pessoas vindas de alguns movimentos revolucionários (alguns deles violentos) não pode assumir-se como um defensor legítimo da democracia e da paz.
A História já provou mais que uma vez que o facto de haver uma inserção no sistema democrático não significa que se concorde com ele ou que se respeitem as ideias que o compõem (é escusado lembrar que Adolf Hitler foi eleito democraticamente)
Caro leitor, compreendo perfeitamente a sua frustração ao ler que o BE não é democrático, apresentei os meus argumentos e tentei mostrar o porquê da minha afirmação, o que desejo agora é que me provem o contrário ou que se assumam...

Estou à disposição para qualquer esclarecimento.
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De Anónimo a 25.11.2009 às 22:48

O menino esqueceu as burrices da Marisa! Aquela...sabe...que está a brincar às deputadas....
poltergeist
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De JMB a 23.07.2009 às 03:16

Excelente João !
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De António Cardoso de Albuquerque a 23.07.2009 às 14:33

João de Brecht,

A sua grande preocupação com a democracia é bem visivel nas ligações que este blogue tem para blogues como o Nonas (um nazi que se acha "só" fascista) ou Reverentia (do Prof. Humberto Oliveira - candidato do mui democrata PNR, partido sobre o qual nunca li uma única critica neste blogue).

António Cardoso de Albuquerque
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De João de Brecht a 23.07.2009 às 15:38

As ligações do blog são bastante diversificadas, da extrema esquerda à extrema direita, há links para todo o tipo de informação mais ou menos parcial da blogosfera .
Sinceramente não consigo perceber o que o levou a esta perversa intervenção, mas espero clarificar que o blog não segue uma linha comum, temos monárquicos e republicanos , de esquerda e de direita, se algo o leva a pensar que esta plataforma é partidária de movimentos ou doutrinas nazis, fascistas ou seja o que for desengane-se.
Agradecia alguma fundamentação nos seus comentários para que possamos desenvolver um debate decente e não uma troca de galhardetes sem qualquer base.
Tenho todo o respeito por qualquer visitante deste blog, mas tais acusações não devem ser feitas de ânimo leve.
Se nunca fiz uma crítica escrita sobre o PNR é porque não tenho uma opinião formada sobre um partido que não está inserido na vida política portuguesa. Também não critiquei o PCTP-MRPP , O Partido da Terra, Os Verdes, A Frente de Esquerda Revolucionária, o Partido Humanista, o Partido Operário de Unidade Socialista, o Moviemento Esperança Portugal, entre muitos outros, enquanto blogger não sou obrigado a falar de todas as associações políticas e partidos da esfera política, já critiquei acções de partidos de direita, esquerda e centro!
Mais uma vez peço que ponha algum substrato na conversa para que esta possa ser frutífera.
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De Anónimo a 25.11.2009 às 22:49

Atão o menino esqueceu-se do MMS?
poltergeist
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De Joao de Brecht a 28.11.2009 às 23:17

Veja ent~ao, caro ano'nimo os comentarios que fiz nos primeiros posts no blog do mms, mais uma vez enganado...

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