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Quixotescos? Sim, com toda a dignidade.

por Nuno Castelo-Branco, em 27.07.09

 

 Os espanhóis veementemente reivindicam Gibraltar,  praça cedida após a Guerra da Sucessão de Espanha. Os espanhóis recusam-se veementemente a contemporizar com a hipótese da alienação das praças de Ceuta e Melilha ao reino de Marrocos. Não cedem e com a veemência razão imposta pela vontade das populações e da História. De facto, o Marrocos que hoje consideramos, é uma construção quase contemporânea, enquanto Melilha foi ocupada no século XVI e Ceuta após o 1º de Dezembro de 1640.

 

Os espanhóis recusam-se veementemente a considerar a hipótese de cumprimento do estipulado pelo Congresso Viena que reconheceu a legítima posse de Olivença - e do seu termo - por parte do reino de Portugal. Tratado assinado e jamais cumprido. Pelo contrário, além da nunca efectuada retrocessão de Olivença, a Espanha é de facto o único Estado na Europa que ciclicamente promove a ideia da desnecessária existência de um Estado vizinho. Jamais reivindicou uma parte do seu território ou uma rectificação da fronteira, tal como alemães e franceses fizeram em relação à Alsácia e à Lorena. Não, a Espanha pretende a total incorporação portuguesa - com as ilhas e o património que hoje representa a CPLP - nessa obra que os Reis Católicos sonharam e jamais foi consagrada perpetuamente no mapa da Europa.

 

É por isso mesmo que neste ponto, Portugal não pode ceder. Nem pensar!

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publicado às 23:26


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De carlosfreitas a 28.07.2009 às 05:13

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