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O quarto aniversário do Combustões

por Nuno Castelo-Branco, em 07.08.09

 

 Estes tempos onde o favorecimento infelizmente estabelece a regra básica das relações entre pessoas ou instituições, leva-nos por vezes  à obrigatoriedade de justificarmos aquilo que normalmente seria desnecessário confirmar. De facto, a homenagem que aqui presto ao Combustões é da mais elementar justiça e não existe o menor resquício de nepotismo, dada a gtrandeza de uma obra de esclarecimento que hoje faz quatro anos na blogosfera.

 

O Combustões é em primeiro lugar, uma casa monárquica e para que não exista qualquer tipo de interrogação que faça vacilar esta certeza tão absoluta como a rotação da Terra, o meu irmão manifestou a sua posição desde o primeiro momento.

 

Estávamos há muito convencidos da existência da tal Resistência monárquica que anónima, laborando discreta mas eficientemente, tornava-se mais visível, ocupando lugares de grande importância nas Academias, Forças Armadas, instituições culturais e em todos os departamentos do Estado. É esta, a gente não frequentadora de saudosistas tertúlias dos embuçados da identidade e que não faz entrar em ebulição a massa encefálica por supérfluas questões de cotas de armas, cores de pendões ou precedências de salão. O Combustões mostrou claramente o caminho e o resultado está à vista: a questão do regime é normalmente tratada na blogosfera, saltou para os debates televisivos e sem surpresa escutamos a confirmação de fidelidade à Causa portuguesa de gente conhecida, insuspeita de vaidades cortesãs e acima de tudo, exemplos vivos de uma abertura de espírito, capacidade científica e honestidade difíceis de igualar. Finalmente sabendo que estão acompanhados por muitos, perderam a timidez de manifestar o que durante anos guardaram apenas para uns tantos amigos. Não será exagero afirmar que o próprio regime está hoje numa difícil posição defensiva, quebradas as grilhetas impostas pelo culto à ignorância propalada por uma propaganda oficial. No entanto, há uma questão a colocar: se o Miguel tivesse sempre atendido aos seus interesses pessoais e em detrimento daquilo que verdadeiramente sente como verdade, onde teria chegado? O sistema está blindado a quem não se submeta à superstição  e este é o abusivo, prepotente e injusto preço a pagar. Até quando?

 

O Combustões tem uma importante quota parte do mérito e assim, aqui deixamos um texto do Miguel,  já escrito há uns anos e que permanece tão actual como no dia em que o publicou.

 

 

... Embora não me considere "nacionalista" - termo usado e abusado ao ponto de perder qualquer sentido operativo - sou, como o Dr. Cruz Rodrigues, um patriota: amo a minha pátria, cultivo a memória deste pequeno povo capaz de façanhas de gigante, emociono-me com as marcas deixadas pelas quatro partidas do mundo. Apolítico, mas não despolitizado, só sei servir o Estado. Obrigado pelo respeito que as leis e instituições impõem, aceito as directrizes do regime e do sistema, sem me colocar, contudo, ao serviço de homens, de partidos, associações secretas e discretas e demais lóbis. Porém, não me convenço da bondade da preservação da República, por a considerar falha de legitimidade democrática - imposta a tiro - e constituir um agente de clivagem e confrontação entre portugueses. Por ser patriota na acepção que acima lembrei, sou, necessariamente, adepto da restauração monárquica, conquanto reinstaurada e sufragada pelos Portugueses. A monarquia não é um adereço. A monarquia traspõe o contingente dos regimes, dos partidos e dos homens. É uma instituição não-democrática, é certo, mas garantia da liberdade de todos, e até auxiliar precioso para as democracias representativas.Não tivesse o Professor Salazar insistido na preservação do incongruente balanceamento que só a sua figura permitia; não tivesse o Professor Caetano dinamitado a restauração em 1956, e estou certo que os atropelos, as feridas e o desastre de 74/75 não teriam ocorrido. Por outro lado, o sentimento do que é nosso, caminha mais amparado existindo a instituição real. O rei, qualquer rei, é um patriota. O mesmo não podemos afiançar dos senhores presidentes (fardados e desfardados) que têm passado por Belém. Acresce que o rei é árbitro supremo, comandante supremo das Forças Armadas; logo, invulnerável a manipulações, cedências e fraquezas. Com monarquia não há PREC's, nem barões de transnacionais, nem evacuação da soberania, nem regime corrupto que se possa impor sem destruir a coroa. E como a coroa é o povo, como o rei é o primeiro (príncipe), a unidade do Estado, o amor da Pátria e a permanência da Nação sobrevivem a todas as provações. É por isso que sou monárquico. Monárquico e patriota."

 


 

 

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publicado às 16:30


2 comentários

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De João Quaresma a 07.08.2009 às 23:34

Onde teria chegado? Se calhar a lugar nenhum, tal como muita gente de excepção a quem cortam as pernas mal sobressaem da carneirada. A meritocracia é pouco praticada neste triste arraial.
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De Rui Monteiro a 08.08.2009 às 01:14

"É por isso que sou monárquico. Monárquico e patriota."

E digo

"É por isso que sou monárquico. Monárquico e patriota e acima de tudo democrata !."

Cumprimentos Monárquicos

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