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Afinal, o crime compensa

por Nuno Castelo-Branco, em 21.08.09

  

 

 Os nossos profissionais da imbecilidade bem pensante, têm hoje um bom tema para uma necessária introspecção.

 

O terrorista que há vinte e um anos fez explodir um Boeing 747 da PanAm, matando 259 passageiros e tripulantes, foi hoje recebido com honras de herói numa Tripoli em delírio.

 

Apesar  das últimas décadas nos terem mostrado um coronel Kadhafi amansado pelo justo castigo que a USAF em boa hora lhe ministrou, este grotesco ditador que no Ocidente sempre tem encontrado amigos de ocasião - em Portugal sabemos  quem são -, não hesitou sequer em enviar o próprio filho no avião presidencial que recolheu Megrahi na Escócia.

 

Ultrajante é este sistemático laxismo das autoridades britânicas perante imaginárias ameaças provenientes de radicais criminosos oriundos de uma determinada área do globo. É para todos os europeus vergonhosa, a perfeita impunidade com que nas ruas das cidades do Reino Unido impunemente se insulta a população anfitriã, desrespeitando-se  o Estado  e tudo aquilo que o suporta:  o regime político, económico e social. As manobras dilatórias de Kadhafi deram plena satisfação aos seus conhecidos anseios de protagonismo e decerto terão tido repercussões entre os sectores extremistas, agora tentados a concluir acerca da fragilidade da autoridade ocidental. 

 

Não há qualquer possibilidade para diálogos em tendas no meio do deserto, nem de chás à sombra de tamareiras. A perfídia, reserva mental e abjecto desplante desrespeitoso para com todos os outros que não se vergam aos ditames de dementes e celerados ébrios de vanglória, deve servir para um já tardio despertar numa realidade que mais cedo ou mais tarde teremos inevitavelmente de enfrentar. É que afinal, o crime compensa.

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publicado às 18:26


1 comentário

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De Zorro a 24.08.2009 às 21:38

Mais valia ter-lhe dado logo a pena de morte.
Poupavam-lhe os sofrimentos da doença. Teria sido um enorme favor ao criminoso, que apesar de ter sido recebido em delírio, irá sofrer e morrer que nem um cão!

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