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A igualdade segundo os "primeiro-republicanos"

por João Pedro, em 26.08.09


 

Na exposição sobre Sidónio Pais que está aberta ao público em Caminha até Outubro, vê-se, entre documentos, objectos pessoais (como a célebre farda azul) e notícias e invocações várias ao "Presidente-Rei", um panfleto anónimo da época, fortemente anti-sidonista e pró-República Velha, que acusava Sidónio, entre outras coisas, de reabilitar e "trazer monárquicos para o poder" (ou seja, permitir que voltassem do exílio). Mas o que mais saltava à vista era a acusação de que a eleição por sufrágio universal do presidente, a primeira de sempre da república, era um truque para que "os caciques monárquicos da província manipulassem os seus eleitores" e chegassem ao poder através do presidente por si eleito. Por outras palavras, os eleitores em geral - e os da "província" em particular - eram uns tontos controlados pelas tais "elites monárquicas" e convinha que as mentes esclarecidas dos republicanos de Lisboa e Porto fossem zelosos e salvaguardassem a situação, elegendo, através da sua esmagadora maioria parlamentar escolhida num universo eleitoral conscensiosamente limitado, a figura decorativa e emproada que melhor lhes servisse no momento. Tudo em nome da suposta "república democrática" e da "liberdade e igualdade". Sidónio mudou as regras do jogo, e tal como seria de esperar, acabou varado pelos tiros na Estação do Rossio, forma usual dos republicanos radicais se livrarem de que lhes fazia frente.

 

Sem ser sidonista, coisa que hoje faz pouco sentido, mas como homenagem à alma do "Presidente-Rei", saí da exposição e fui comer um "sidónio", delicioso bolo de amêndoas e ovos que tem esse nome em memória do estadista nascido em Caminha.
 

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publicado às 17:18







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