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Mais um dia normal na América; de repente o céu ficou cinzento, e choveu em todo o mundo livre. Quando chegou a notícia do dilúvio, um irmão telefonou a uma amiga de Chicago, que,  entre lágrimas, conseguiu dizer: " God Bless America ".

Nesse dia também " vimos, ouvimos e lemos;  não pudemos ignorar ".

E hoje não podemos esquecer.

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publicado às 19:07


4 comentários

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De Daniel João Santos a 11.09.2009 às 23:23

Eu sei onde estava nesse dia marcante. Desmoronou-se parte do mundo com aqueles prédios.
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De Cristina Ribeiro a 11.09.2009 às 23:31

Também eu sei, Daniel. Estava a convalescer de um traumatismo craniano, e ver aquilo foi outra espécie de traumatismo...
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De patti a 12.09.2009 às 08:53

E de tão marcante que foi para todo o mundo, que todos nos lembramos onde estávamos e do que estávamos a fazer nessa altura.
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De Dylan a 19.09.2009 às 01:01

Com os ataques terroristas ocorridos nos Estados Unidos da América em 11 de Setembro de 2001, pensou-se que a luta contra o terrorismo iria entrar numa nova era, pois a partir dali nenhuma sociedade estaria imune a um eventual ataque.

Em vez disso, entrou-se num antiamericanismo rançoso, chegando-se ao ponto de dizer que a América estava a pôr-se a jeito para que aquilo acontecesse. É este o discurso de uma parte da esquerda europeia, ressabiada com a desagregação soviética e saudosa do Muro de Berlim, impulsionada pelos meios de comunicação social, alguns deles meros focos de intoxicação da opinião pública. Tamanho ódio e preconceito só é superado pela deliciosa ironia: a América, o país-continente, sempre na vanguarda do progresso tecnológico e civilizacional, onde existe a maior multiculturalidade de raças e credos, onde as minorias são uma voz activa na sociedade e a liberdade e a democracia atingem o expoente máximo. É o país que mais disponibiliza ajuda humanitária e financeira ao exterior e também aquele que acolhe o maior número de imigrantes em busca dos seus legítimos sonhos.

O antiamericano contemporâneo adora o estilo de vida “yankee”: os filmes de Hollywood, a literatura, a música, os refrigerantes, a “fast-food”, mas é incapaz de reconhecer isso porque é hipócrita. O despeito é tal que se branqueia o papel decisivo da América no desenlace da Primeira e Segunda Guerra Mundial evitando que a Europa caísse num regime totalitário. Claro que nem tudo é perfeito, o sistema de saúde e, principalmente, a sua política geo-estratégica, mais agressiva depois dos atentados. Diz Chateaubriand, “não há nada mais servil, desprezível, covarde e tacanho que um terrorista” - eu acrescento -, e de que um antiamericano.



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