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Algumas interrogações ao PS (OE?)

por Nuno Castelo-Branco, em 16.09.09

O «mote» foi logo dado em Abril de 2005, pouco depois da tomada de posse, numa entrevista ao jornal espanhol El País, na qual o Sr. Sousa afirmava que as três prioridades em política externa do seu Governo eram «Espanha, Espanha e Espanha». E, na verdade, a partir daí foi um «ver se te avias» no que se refere a «ibericidade», iniciando, continuando e/ou apoiando projectos cujo conceito central é a «Ibéria»: o Prémio Literário Ibérico; o Centro de Estudos Ibéricos; o Instituto Ibérico de Investigação e Desenvolvimento, sediado em Braga mas dirigido por um espanhol; o Mercado Ibérico de Electricidade. Só falta mesmo que as cimeiras luso-espanholas passem a ser designadas oficialmente de «cimeiras ibéricas», como aliás, informalmente e até na comunicação social, já acontece...

Há, porém, quem não consiga esperar. Em Maio de 2006, o ministro das Obras Públicas Mário Lino disse (na Galiza!) que era – é – «iberista», porque Portugal e Espanha têm «história e língua comuns».

 

Leia mais  A Q U I

 

...e saibam o que o "catalão"-extremista Rovira realmente pretende:

 

A entrevista de Carod Rovira ao "Expresso" vai no mesmo tom. Começando por dizer que o seu objectivo final é a independência da Catalunha no âmbito da União Europeia, não se coíbe de afirmar que, na actual situação, não lhe parece possível tal objectivo, mas é preciso concluir (?) esta "península inacabada". Neste processo, "Portugal, que é a fachada atlântica da península, e a Catalunha, fachada mediterrânica da península, têm vivido de costas viradas para o interior da península e de uns para os outros. Só podemos acabar com isto conhecendo-nos (...) Existem muitas questões na Península Ibérica que só se resolverão satisfatoriamente se forem tratadas com uma mentalidade peninsular." Como existem outras que necessitam de mentalidade europeia e até mundial, assim como muitas outras que exigem mentalidade nacional, acrescento eu. Carod Rovira termina: "Madrid não pode decidir sozinha em tudo, devemos passar de uma concepção unipolar do Estado para uma outra multipolar, que passe por Lisboa, Barcelona, Bilbau, certamente por Sevilha, e juntos poderemos acabar de alguma forma esta península que nunca foi concluída". 

 

E nós é que somos todos paranóicos, obscurantistas e bacocos. O que serão "eles"?

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publicado às 13:18







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