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Muito Partido, pouco Popular e nada Monárquico

por Nuno Castelo-Branco, em 19.09.09

O PPM é um partido como qualquer outro, ou pelo menos, deveria sê-lo. A distingui-lo dos demais, sempre teve a coragem de assumir o M, embora outros haja que tendo uma suspeitada maioria monárquica - o PSD e o CDS -, jamais tenham ousado reivindicar uma verdade que é conhecida pelo país inteiro.

 

 

 Não sendo "o Partidos dos monárquicos", era um Partido ecologista - o primeiro em Portugal -, de raiz fortemente municipalista, de fidelidade dinástica em detrimento do nacionalismo republicano e tradicional no que respeita à ligação de Portugal com o Ultramar na sua expressão histórica mais vasta. O PPM de Ribeiro Telles, tornou  normais temas até então considerados excêntricos ou passíves de interpretação errónea, se abordados por outros sectores. O Directório Telles deu-lhe aquela respeitabilidade propiciadora de lugares no Parlamento, alianças autárquicas e sobretudo, a atenção de uma parte da imprensa. No campo da ecologia, sendo sucedido pelo MPT, o PPM foi deslizando  em direcção a um anonimato entrecortado por uma ou outra presença em tempo de eleições, quando o PSD pretendeu encartar as suas listas com outras abrangências.

 

Este pequeno video dos Gato Fedorento, é bem a cabal demonstração da total vacuidade de um outrora bem considerado membro político do arco constitucional. Não existe uma ideia e nem sequer um simulacro de coerência organizativa numa agremiação que existe desde 1974 e que produziu ministros, secretários de Estado, presidentes autárquicos, deputados, professores de renome, etc. Nada. A ridícula obsessão pela visibilidade deste ou daquele membro de uma Direcção de índole estritamente familiar, conduziu à total desertificação de um Partido que hoje pouco ou nada significa até para os próprios monárquicos. 

 

Não está em causa ou em análise, qualquer aversão pessoal à actual Direcção do PPM, da qual apenas se conhece publicamente o nome do senhor - ou melhor, dos senhores - Câmara Pereira.  O que importa é a imagem desastrosa que a inabilidade de alguns transmite ao cada vez maior número de monárquicos que participam na vida política nacional, dentro ou fora do sistema partidário - PS, PSD, CDS, MPT e até no BE e MRPP! -, injustamente conotados com quem  não partilha da inércia, ausência de projecto e e princípios ideológicos. Ninguém duvida da existência no PPM, de filiados bem intencionados e capazes de fazer do Partido uma pequena, mas bem organizada e inventiva associação de inteligências ao serviço dos portugueses. No entanto, cabe-lhes agora, a ingente tarefa da imposição de um novo caminho, o da refundação que volte a colocar o PPM na lista da desejável respeitabilidade que outrora bem mereceu e da qual recolheu abundantes frutos.

 

É que neste momento, se o Partido já não é Popular, Monárquico não é de certeza quase absoluta. 

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publicado às 16:19


2 comentários

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De Joana a 19.09.2009 às 17:37

Eles nem precisam de forças exteriores para acabar com o partido, pois têm andado a encaminhá-lo para a implosão final. Agora, para cúmulo, ainda dizem que vão todos ajudar a república nestas eleições... O PPM está completamente descredibilizado, e a dar as últimas, para depois renascer das cinzas, qual fénix, mas desta feita com as pessoas certas.
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De Daniel João Santos a 19.09.2009 às 20:13

Como disse o RAP, queremos ser ouvidos... quando lhe dão tempo de antena, responde é que agora não.

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