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Certas coligações...

por Nuno Castelo-Branco, em 23.09.09

 

 

Toda esta histeria pré-coligatória mesmo antes de conhecidos os resultados das próximas eleições de Domingo, trazem-nos à memória um outro arranjo pós-eleitoral que através do marechal Hindemburgo, levou à entrada do Partido Nacional Popular Alemão de Huggenberg, no governo do NSDAP de Adolfo Hitler. Não tendo obtido a maioria dos assentos no Reichstag, Hitler necessitava de um acordo que simultaneamente lhe facultasse a atribuição da chancelaria e a aquiescência do sempre desconfiado presidente do Reich. Sabemos como evoluiu e terminou este episódio.

 

Os derradeiros dias de campanha, parecem  querer forçar a uma antecipada conclusão das próprias eleições, decretando-se a "morte" de propostas alheias e a inevitabilidade do sucesso das forças radicais. Fala-se agora de Louçã no poder  e o chefe do BE, desde já  vai colocando na mesa as suas já antigas sugestões que soam a exigências.  Se conseguir o que pretende, podemos imaginar um cenário tão provável quanto possível:

 

-  Aberta hostilidade à NATO, o que deteriorará perigosamente as nossas relações com os EUA, com nefastas consequências nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.

-  Adopção de medidas de ataque à propriedade privada, conduzindo à retaliação interna e por parte da UE.

-  Maciça fuga de capitais nacionais e estrangeiros.

-  Falência generalizada de empresas.

-  Total ausência de investimento externo.

- Radicalização do controle dos meios de comunicação social, com os consequentes saneamentos, filtragem da informação e coacção sobre os jornalistas e empresas proprietárias.

-  Insegurança quanto ao direito á propriedade, num país de pequenos proprietários.

-  Acções unilaterais de ocupação de empresas, casas e terras.

-  Aumento da tensão das relações de Portugal com o antigo ultramar, - os PALOP -, nomeadamente com Angola, onde os empresários portugueses investiram fortemente.

-  Aproximação de regimes considerados como marginais na comunidade internacional, assim como a presença em Portugal, de organizações políticas pouco consentâneas com o direito internacional.

- Desautorização das Forças Armadas e das polícias. Numa segunda fase, adequação da polícia à política do governo.

 

 

Estes são apenas alguns pontos a considerar pelo Partido Socialista que se sair vencedor no dia 27, terá de proceder a uma cuidadosa análise das soluções para um governo estável e de relativa confiança interna e externa. No entanto, a decisão dos portugueses ainda poderá consistir numa inesperada surpresa.

 

Estará Portugal preparado para uma nova espécie de totalitarismo, tão lúgubre como arcaico?

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publicado às 13:53


6 comentários

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De atrida a 23.09.2009 às 14:39

Quem sabe se a aproximação de Sócrates a Chavez não vai ao encontro do que dizia o Vitorino: "habituem-se"...
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De J.Ferreira a 23.09.2009 às 15:19

Parece-me abusivo e antyi-democrático que se venha tentar levantar fantasmas para assustar os menos esclarecidos. Sendo Portugal um país de Diplomados pelas Novas Oportunidades, amedrontar o povo com estas ameaças tão incríveis quanto improváveis (para nao dzer impossívei!) juntado-lhes a fuga dos capitais (mas não deram pela falta de dionheiro logo que o PS assustou os portugueses perseguindo quem juntou o seu dinheiro no lugar de o gastar com a satisfação de luxos e desvarios a mais variada natureza para depois pedir o Rendimento Mínimo ou Rendimento de Inserção Social...? Deixem-se do Papao... Já nem o Capuchinho Vermelho acredita nele... E tomara ela que os houvesse... Ou melhor, ainda vai chorar por lhe faltarem Lobos para a quererem "comer"...
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De J.Ferreira a 23.09.2009 às 15:23

Parece-me abusivo e anti-democrático que se venha tentar levantar fantasmas para assustar os menos esclarecidos. É triste usar destas ameaças num Portugal cada vez mais com diplomados pelas Novas Oportunidades. É uma formad e amedrontar o povo com este tipo de ameaças (tão incríveis quanto improváveis, para não dizer mesmo, impossíveis!). Ora, a fuga dos capitais deu-se também com o PS a tentar taxar as contas dos portugueses...E o dinheiro foi para Paraísos Fiscais... O PS de josé Sócrates assustou muitos portugueses. O PS persegue quem sabe amealhar, quem junta rentabilizar, quem sabe investir o seu dinheiro, em vez de o gastar com a satisfação de luxos e desvarios a mais variada natureza. E premeia quem vai para a “desbunda” e gasta tudo o que tem, oferecendo-lhes Rendimento Mínimo e Rendimento de Inserção Social...? Deixem-se do Papão... Já nem o Capuchinho Vermelho acredita nele... E tomara ela que os houvesse... Ou melhor, ainda vai chorar por lhe faltarem Lobos para a quererem "comer"...
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De Nuno Castelo-Branco a 23.09.2009 às 15:31

Então, o que pretende? Parece-lhe mesmo que o sr. Louçã alguma vez abdicará do seu bem conhecido programa, velho de mais de três décadas? É que o messianismo tem os seus custos e quanto à leve analogia que o post apresenta, consistiu apenas num lembrete. Há que não subestimar todas as hipóteses.

Desde já lhe digo que não vejo o dito Louçã como um papão, mas tão só como um excêntrico que peca exactamente dos males de um certo espírito "faz de conta" que há muito se mantém em Portugal.
Como sabe, os mais radicais e passíveis de "fugas em frente", são exactamente os Louçãs deste mundo. nesse aspecto, o sr. Jerónimo de Sousa é mesmo mais genuíno e sobretudo, experiente.
Mas não haja qualquer tipo de dúvida: neste país, há muita gente que não deixará ser conduzida pacificamente indigência social, coisa que os srs. do BE desbragadamente ameaçam todos os dias. Não!
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De João Quaresma a 23.09.2009 às 15:35

«Estará Portugal preparado para uma nova espécie de totalitarismo, tão lúgubre como arcaico?»

Está. Sem dúvida. Sobretudo porque nunca aqui se cultivou o individualismo mas antes a carneirada. E, para este povinho ignorante e atrasado, que não tem coragem para outro raciocínio que não «Eles são todos iguais», soluções da carneirada para a carneirada são música para os seus ouvidos.
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De João Quaresma a 23.09.2009 às 15:35

«Estará Portugal preparado para uma nova espécie de totalitarismo, tão lúgubre como arcaico?»

Está. Sem dúvida. Sobretudo porque nunca aqui se cultivou o individualismo mas antes a carneirada. E, para este povinho ignorante e atrasado, que não tem coragem para outro raciocínio que não «Eles são todos iguais», soluções da carneirada para a carneirada são música para os seus ouvidos.

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