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Num cinema perto de si...

por Nuno Castelo-Branco, em 30.09.09

 

"My Own Private Mariani II"

 

A uma ordinarice, responde-se com outra. O sr. Cavaco Silva, na sua antiga e bem conhecida versão feroz, regressou para o contentamento de todos. Acabaram-se as mise en scène dos silêncios e falas mansas, pois a reeleição já aí está e hoje na bicha dos supermercados não se deve falar noutra coisa senão no ..."novo Salazar que é uma pena não ser multiplicado por cem".  Por sua vez, a intrusa ovelha que estadeou no nosso rebanho durante três meses, voltou já com a sua autêntica e encrespada pele de lobão. O sr. Sócrates novinho em folha, fero e implacável, num bem encenado número de ventríloquo, servindo-se do sr. Silva Pereira.

 

O palco está montado e encantados, os famigerados monárquicos sentam-se na primeira fila. Era exactamente disto que estávamos à espera para um Centenário em grande.

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publicado às 13:18


6 comentários

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De JMB a 30.09.2009 às 18:16

Maravilha !
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De João Quaresma a 30.09.2009 às 19:52

Acho que ele é mais Citroenes... Muito boa.
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De Miguel Neto a 30.09.2009 às 19:59

Impressionante a carrada de trabalho que produz o Parlamento e que o presidente leva para férias para apreciação!

Agora a sério, com esta novela o Prof. Cavaco hipotecou seriamente a hipótese de ser reeleito. Só se conseguisse demonstrar que tudo isto tinha sido orquestrado por alguém do PS (coisa que até acredito ter acontecido - umas afirmações de alguns dirigentes socialistas para montar a armadilha ... uma resposta fraca e inadequada ... e o presidente só percebeu o que o atingiu depois de ter sido completamete cilindrado).

Mas para isso o presidente teria que continuar "esta guerra", o que se torna extremamente difícil de fazer se o 1º ministro, secundado por alguns dos seus, começar a deitar água na fervura e a acenar com bandeiras brancas, claro que para bem da nação, num "piedoso" esforço para "normalizar e promover o estabelecimento das melhores relações institucionais, tão necessárias para o País neste momento tão difícil da conjuntura internacional".

Como jogada, temos que lhes tirar o chapéu: criam um estigma contra Cavaco em praticamente toda a esquerda; isolam ou afastam o presidente do partido que lhe daria apoio natural e incondicional; assim, mesmo que a governação do PS seja muito impopular (como o vai ser), um candidato da esquerda, por exemplo o poeta Alegre, fica sem o seu principal concorrente e fica com grandes possibilidades de ser eleito.

Xeque e só não sei se foi mate porque não tenho uma visão completa do tabuleiro e da posição das outras peças.
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De Nuno Castelo-Branco a 30.09.2009 às 20:38

Tudo bem planeado, de forma muito profissional. Disto não tenho a mínima dúvida. O que me espanta é a incompetência do staff de Belém. Como é possível dúzias de assessores terem deixado o homem fazer asneiras atrás de asneiras? Pelo menos, é o que aparenta, embora tudo se possa prever. Julgo que é intencional, para nos fazer desembocar naquilo que se sabe.

Seja como for, a situação é desagradável. Nem sequer tendo sido leal ao seu Partido, prejudicou-o - o ódio que por lá vai é indescritível - e agora, ainda pouco satisfeito, faz uma comunicação supra-tola. Pior não é possível. Nem o Sampaio conseguiria tanto!
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De Miguel Neto a 30.09.2009 às 21:12

A única coisa que me ocorre pensar para desculpar um pouco essa desatrada actuação de Belém é que eles nunca sequer sonharam que o presidente poderia ser usado como foi.

E claro que no PSD têm razão: em Belém agiram sempre a pensar primeiro na reeleição e só depois ... na reeleição.
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De Miguel Neto a 30.09.2009 às 21:25

Quanto ao Sampaio, com aquele discurso redondinho ele não corria esse risco: é sempre muito complicado entender o que ele diz.

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