Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




O nosso pequeno Francisco Vichinsky Louçã

por Nuno Castelo-Branco, em 01.10.09

 

 

Os resultados eleitorais que deixaram o Bloco de Esquerda atirado para um monturo de estrume, levaram o Conducator Louçã a proferir um dos mais mesquinhos, miseráveis e vergonhosos discursos do seu já vasto currículo de incitamento ao ódio.

 

Percebe-se o porquê do seu ataque a Paulo Portas, o adversário que lhe reduziu o protagonismo a  uma excentricidade própria do interesse dos paleontólogos.

 

Louçã não muda ou se o faz, a verdadeira face do exímio seguidor  mini-size dos princípios de Vichinsky, sobrepõem-se logo às falas mansas que  acalmam os putativos eleitores. Ele aí está de novo e desta vez, indicando o caminho aos procuradores do ministério público. Ontem vociferou quase em tom de exigência, a urgente entrada policial em casa do líder do CDS, sugerindo a possibilidade muito real de lá se encontrar uma cópia do famoso contrato para a construção dos submarinos para a Armada.

 

É o comunismo na sua versão mais conhecida e que deixou a reputação indelével que se lhe conhece. Invasão de domicílios, prisão de opositores e preferencialmente - já que em Portugal não existe pena de morte -, o seu definitivo silenciar pelo linchamento moral.

 

Antes de deixar o Ministério da Defesa, Paulo Portas alegadamente terá copiado milhares de documentos, colocando-os em local seguro. Compreende-se agora o porquê da aparentemente insólita atitude. Com desavergonhados homenzinhos impregnados de uma mentalidade herdada dos tempos da PIDE, há que tomar precauções. Em caso de acusação - e em Portugal sabemos bem como este tipo de coisas funcionam -, há que não descurar a defesa contra futuras investidas. Normalmente, o tradicional desleixo lusitano deixa para trás e à confiança, provas que facilmente ilibariam qualquer um de atentados ao património público. Paulo Portas não é parvo e sabe bem com que tipo de gente  e de sistema terá de lidar até ao final da sua carreira política. Resguardou-se e fez muito bem. É nisto que quero acreditar e julgo não estar enganado.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:25


8 comentários

Sem imagem de perfil

De Miguel Neto a 01.10.2009 às 11:01

O dr. Louçã tem o carácter adequado para o o papel que se propõe desempenhar: é vingativo, transpira ódio e tem a soberba de acreditar que ele tem a única solução para manter os pobres, pobres. Nem nisso ele está certo: há mais quem tenha soluções parecidas para manter os pobres, pobres.
Imagem de perfil

De Nuno Castelo-Branco a 01.10.2009 às 13:22

Manter os pobres, pobres! essa é boa!
Sem imagem de perfil

De Miguel Neto a 01.10.2009 às 14:16

Claro que ele é mesmo bom é a tornar os ricos e os mais e os menos remediados em pobres. Nisso ele os "primos" dele são indiscutivelmente bons.
Imagem de perfil

De João Pedro a 01.10.2009 às 13:26

Nuno, concordo com tudo mas deixo sérias reservas ao último parágrafo: o detentor de um cargo público de tanto relevo como um ministro de estado não deve ficar com fotocópias de documentos oficiais (e secretos) nos seus ficheiros pessoais. São servidores públicos, não donos da coisa pública. Por aí passa também o sentido de estado.
Sem imagem de perfil

De Miguel Neto a 01.10.2009 às 14:44

João Pedro, em princípio concordo consigo. Sem falar em quanto custaram ao Estado essas, se estou bem recordado, 60 e tal mil cópias (para aí uns 3.000 euros e se foi o Estado a pagar).

Se estou bem recordado, Paulo Portas disse na altura que eram documentos pessoais e do CDS. Não falou em documentos secretos do ministério. Para mim as explicações foram vagas e imprecisas.

Paulo Portas (assim como Sócrates em muitos outros casos), ao não explicar isso bem explicadinho, deixou o assunto à merçê do "acredita quem quer". Fez mal porque, tal como tenho dito sobre os casos de Sócrates, "à mulher de César..."
Imagem de perfil

De Nuno Castelo-Branco a 01.10.2009 às 15:17

Estou de acordo com ambos, mas a prática política em Portugal é assim mesmo e quem não cuida de si, arrisca-se a ser acusado de tudo e mais alguma coisa. Entendo perfeitamente aquilo que é - ou devia ser - o sentido de Estado, mas o que dizer, então, de episódios bem pouco dignificantes que todos os dias a imprensa publica? Por exemplo, a calendarização de acções judiciais para "dias oportunos". Onde está a famosa separação de poderes?
Sem imagem de perfil

De Maria Emília Neves a 01.10.2009 às 22:27

Se, porventura, tivesse sido o dr. Louçã a assumir a pasta ministerial e, uma semana antes de ser mandado embora, tivesse fotocopiado mais de 60 (sessenta) mil exemplares de documentos secretos do Ministério da Defesa Nacional, o que diria o amigo Castelo-Branco?
Será que o ilícito e o inaceitável de um acto só depende de quem o pratica?
Mas que beleeza de democracia real!!!!!!
Imagem de perfil

De Nuno Castelo-Branco a 01.10.2009 às 23:50

Nunca ouvi dizer que os ditos documentos eram secretos e se forem e tiverem sido assinados ou da gestão de PP, creio que ele fez bem em precaver-se. Ou a Maria Emília ainda tem ilusões acerca do que se passa em Portugal, as chantagens, etc?
Se o sr. louçã tivesse feito o mesmo, garanto-lhe que não mudava uma vírgula ao post. Apenas os nomes. Infelizmente, terá de ser assim mesmo. Eu não confio. A Maria Emília tem "toda a confiança"? Se assim for, paciência, aprenderá à sua custa.

Comentar post







Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Links

Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas