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O agente 00-Zero

por Nuno Castelo-Branco, em 09.10.09

 

 

Estava-se mesmo a ver. O Nobel da Paz foi atribuído a Barack Obama, confirmando a intensa campanha de relações públicas teleguiada a partir das agências da especialidade norte-americanas. Diálogo, "abertura de espírito", tiradas evocadoras de horizontes sem fim, eis a receita para a rápida confecção de um bolo de milhões, concedido a um homem que "não faz mal a uma mosca". Obama sucede ao também risonho sr. Carter como presidente premiado e todos devem ainda recordar o capital de "esperança, responsabilidade e pacifismo" simbolizado pelo produtor de amendoins. Até Soares - só falta a sra. Ana Gomes - já percebeu e adiantou-se logo à conveniência no apoio. O que depois sucederá, logo se vê.

 

Continua a guerra no Iraque, recrudesce a acção taliban no Afeganistão, Ahmadinedjad está mais desafiador que nunca, a Coreia do Norte anuncia o lançamento de mísseis de longo alcance, o Médio Oriente continua igual a si próprio, etc. Desde a sua eleição à presidência a actual  administração norte-americana não conseguiu qualquer acordo formal e muito menos um tratado que se veja. Ao fim de menos de um ano de presença na Casa Branca e sem nada de relevante ter acontecido - a não ser a "esperança"  e a "era de responsabilidade"-,  atribui-se um Nobel, da mesma forma que outrora foram galardoados homens com um longo currículo de luta e sofrimento pessoal. Recordemos as décadas de abnegação protagonizadas por um Ramos Horta, Ximenes Belo ou Willy Brandt e facilmente faremos a destrinça.

 

Tal como aqui dizíamos, tudo muito politicamente correcto e previsível.

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publicado às 13:29


3 comentários

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De Miguel Neto a 09.10.2009 às 15:48

Tem razão Nuno. Eu pessoalmente acho que os factos que refere na primeira parte do seu segundo parágrafo estão relacionados com esse perfil politicamente correcto, dialogante e de "bonzinho que-irradia-luz" Obama. Por absudo, consideremos que na Casa Branca, em vez do tão "luminoso iluminado" estava, por exemplo, alguém tipo o presidente do Irão, essa personagem também tão "apesar de tudo" bem aceite pela esquerda europeia e moderna? Das duas uma: ou estava tudo em sintonia ou já estava tudo em sintonia.

Obama, como referia o Prof. Adriano Moreira há umas semanas num artigo no DN, personifica e é o grande e último exemplo daquele do tipo de candidato demasiado idealista, superficial e bem falante que, após ser eleito, é confrontado com as suas responsabilidades e com a realidade do mundo.

Esperemos é que no fim do mandato Obama não venha a ser lembrado como o 'maybe we could have'
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De Nuno Castelo-Branco a 09.10.2009 às 22:48

Foi por isso mesmo que falei doCarter. Lembra-se da traição ao Xá? O pior é que agora, quem está no poder em teerão é Ahmadinedjad, ou melhor, o Ali Kamenei.
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De mike a 10.10.2009 às 00:45

Politicamente correcto, previsível, muito conveniente e prematuro. Enfim...

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