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Verdades incómodas

por Nuno Castelo-Branco, em 11.10.09

 

Quanto à descolonização havia trunfos para a realizar em boa ordem e com a  vantagem para ambas as partes: o exército português não fora batido em campo de batalha; não havia ódio generalizado das populações nativas contra os colonos; os chefes dos movimentos de guerrilha eram em grande parte homens de cultura portuguesa; havia uma doutrina, a exposta no livro Portugal e o Futuro do general Spínola, que tivera a aceitação nacional, e poderia servir de ponto de partida para uma base maleável de negociações. As possibilidades eram ou um acordo entre as duas partes, ou, no caso de este não se concretizar, uma retirada em boa ordem, isto é, escalonada e honrosa.

 

António José Saraiva 

 

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publicado às 15:11


1 comentário

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De Miguel Neto a 13.10.2009 às 13:54

Nuno, desde já agradeço o 'link' para o blogue que não conhecia. Merece leitura atenta.

Quanto ao texto (completo), estou totalmente de acordo exepto numa pequeno (para mim grande) detalhe: Alcácer Quibir foi, sem honra nem glória, uma grande e trágica derrota militar, não foi uma vergonha.

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