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Um equívoco, Manuel.

por Cristina Ribeiro, em 15.10.09

Não sou pelo isolacionismo, de maneira alguma. Não sou adepta do não diálogo entre nações, de maneira alguma. Seria parvoíce.

Sou, antes, por uma Europa unida onde as nações que a integram sejam " donas da própria vida ", cooperando entre si, mas nações inteiras, sem verem amputada qualquer inerência dessa soberania, e, para mim, a invasão política a partir de Bruxelas é isso mesmo: o retirar da esfera nacional o que só compete a cada Estado. Totalmente diferente da tal cooperação, que acho, mesmo, saudável.

 

 

Adenda: Faço minhas as palavras do Nuno, cujo comentário ao post do Manuel acabei de ler - em nome do quê temos nós de ceder às exigências de outros países? Porque são economicamente mais fortes? Como diria Tomaz de Figueiredo: abóbora!

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publicado às 20:20


10 comentários

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De manuel gouveia a 15.10.2009 às 21:37

O pior é se uma parte se considera mandatada para a oposição e não queira dialogar...
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De Daniel João Santos a 15.10.2009 às 21:44

Eu Daniel J Santos, assino a ideia.
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De Manuel Pinto de Rezende a 15.10.2009 às 22:23

"em nome do quê temos nós de ceder às exigências de outros países? Porque são economicamente mais fortes? Como diria Tomaz de Figueiredo: abóbora!"

Cristina, isso foi o que aconteceu no século XIX, época de diálogo entre as nações, muito soberanas e donas do seu nariz.
No entanto, deram-se tão bem que tudo acabou em bem em 71-72 na Alsácia-Lorena e na I Guerra Mundial.

Só falar durante os fins-de-semana e depois tirar a semana para os seus afazeres não cria uma boa relação amorosa.
Com os Estados da Europa é semelhante. Dialogar bilateralmente, à maneira oitocentista, é a receita perfeita para um conflito. E na Europa moderna, tem sido a União que tem prevenido que os países pequenos sejam engolidos pelos grandes, que hajam abusos de autoridade e violência por parte das potências europeias aos mais fracos.

O famoso caso do barco negreiro francês que aportou à costa portuguesa, no século XIX, e sendo apreendido foi devolvido à França, com o pagamento de indemnização, sob ameaça de represálias militares, é um exemplo de conduta sociopata que tem a "Europa do Diálogo", a Europa do "só-não-isolamento-diplomático".
O caso do mapa cor-de-rosa é outro.

Sozinhos, cara Cristina, apanhámos no toutiço. Todos, tanto nós como os franceses e alemães.

O contexto de soberania nacional, actualmente, é totalmente diferente do que preconizou. E nós ou nos actualizamos e começamos a beber o café matinal, ou a Europa atira-nos para o fim da carroça diplomática. é que para peso morto já lhes chega os irlandeses.
e Portugal, que ao longo da sua história foi um país cuja diplomacia foi sempre tratada por homens que, mal ou bem, souberam colocar o país na corrida das grandes nações, precisa agora de diplomatas e politólogos e comunitaristas que saibam que os ingredientes perfeitos para o prestígio internacional são dois:
Realismo, e não ir em cantigas;
e Imaginação, e não "ressabiar" com conceitos e preconceitos doutrinários.
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De Cristina Ribeiro a 15.10.2009 às 22:49

Manuel sou realista: além de, por princípio e convicção, já o disse, não ser isolacionista - nunca! - sei que - muito, muito infelizmente não " somos donos da nossa vida " : há uma Europa mais igual do que a outra - alea jact est...
" Apanhamos no toutiço " em qualquer circunstância.
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De António de Almeida a 15.10.2009 às 22:41

Como bem dizia um político americano, "Europa? passe aí o telefone e diga-me qual o indicativo". Os federalistas sonham com um Estado federal forte, capaz de se afirmar no plano mundial ao nível dos EUA e China, na realidade estão bem enganados, desconhecendo por completo a sua própria casa, bastou uma crise para vir ao de cimo o chauvinismo francês com o episódio das fábricas na Rep . Checa. Também não existe qualquer sentimento de pertença à Europa, as pessoas sentem-se portuguesas, francesas ou italianas, os castelhanos afirmam-se espanhóis, outros até preferem ser catalães, bascos ou galegos. O chamado eurocepticismo cresce nos países cuja população sente dar mais do que recebe, não tenho dúvidas que a esmagadora maioria dos portugueses está a favor da U.E ., pelo menos enquanto sentir que os alemães trabalham para nós, mas já não lhes agrada tanto quando uma fábrica vai para a Eslováquia. Não deixa de ser curioso defendermos uma descentralização de poderes no sentido de aproximar o decisor da população e depois contribuirmos para um gigantesco polvo sediado em Bruxelas, cujo poder tentacular chega cada vez mais a toda a parte. Também não defendo o isolacionismo, menos ainda o proteccionismo, prefiro no entanto voltar ao espírito dos fundadores da CEE, uma união económica e monetária, com livre circulação de pessoas e bens, sem aprofundar qualquer união política...
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De Cristina Ribeiro a 15.10.2009 às 22:53

" Também não defendo o isolacionismo, menos ainda o proteccionismo, prefiro no entanto voltar ao espírito dos fundadores da CEE, uma união económica e monetária, com livre circulação de pessoas e bens, sem aprofundar qualquer união política...
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De Manuel Pinto de Rezende a 15.10.2009 às 22:54

"Os federalistas sonham com um Estado federal forte, capaz de se afirmar no plano mundial ao nível dos EUA e China,"

não é sonho nenhum António. é a federação ou o desaparecimento.
neste momento as instituições comunitárias estão tão vinculadas à vida das pessoas (política agrícola comum, o mercado comum, a igualdade entre cidadãos e empresas de vários estados, etc.) que há várias temáticas que têm de ser copiosa e zelosamente tratadas por órgãos comuns a toda a comunidade e que tenham como objectivo o bem comum e não o interesse particular de um grupo de nações.
para isso o Parlamento Europeu tem de ganhar importância sobre o Conselho Europeu.

"Não deixa de ser curioso defendermos uma descentralização de poderes no sentido de aproximar o decisor da população e depois contribuirmos para um gigantesco polvo sediado em Bruxelas, cujo poder tentacular chega cada vez mais a toda a parte. Também não defendo o isolacionismo, menos ainda o proteccionismo, "

As Federações não têm de ser socialistas ou estatistas. há meios termos.

quanto aos pais fundadores, diga-me um que não tivesse sonhado um futuro federalista para a UE.
desde o socialista Monnet ao conservador e monárquico Luigi Einaudi.
isto dos federalistas também há boa gente =)
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De Cristina Ribeiro a 15.10.2009 às 22:54

...diz o António: é esse o meu ponto.

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