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Saramago em entrevista

por Nuno Castelo-Branco, em 21.10.09

 

 

"Quem vai ler um livro daquela dimensão?" Numa entrevista ao estilo do caranguejo, um passo atrás, outro para a frente e ainda um para o lado, o sr. Saramago deitou uns cubos de gelo na fervença que levou ao lume do fogão do lucro publicitário. Ficámos também a saber que o Corão - e o que dali podia sair -, "não interessa" como matéria de inspiração. Percebe-se...

 

O único argumento que J.S. apresenta nesta controvérsia, cai por terra à primeira solapada: alega que a esmagadora maioria dos católicos não leu a Bíblia, coisa que não deixa de ser uma previsível verdade. No entanto, o que está em causa não é a leitura da mesma, mas o fingimento da não percepção das hipérboles, alegorias  e especificidades históricas, sociais - e até económicas - da época em que os textos foram surgindo. É essa reserva mental que irrita, porque surge como  absolutamente consciente.

 

Patético! Na sua abordagem sobre Caim, também recorre ao "fazer de conta" não perceber a condenação e simultânea protecção divina ao pérfido irmão, condenando-o apenas à expiação mundo fora. Logo depois, denuncia Deus como vingativo e rancoroso e de pouca confiança, não conseguindo Saramago tirar o sentido daquilo que biblicamente se entende por perdão, afastamento da vingativa pena de morte e necessário arrependimento pelo mal cometido. Enfim, o homem não mudou e de Estaline - ou de Alfred Rosenberg, dada a similtude de posições no que à Bíblia diz respeito -, pouco esqueceu ou renegou. Quanto a este tipo de seitas, continua um membro devoto.

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publicado às 20:48


2 comentários

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De editor69 a 21.10.2009 às 21:24

Ó Nuno...você é mau...
ahahahahahahahahahahahaha...
a foto está demais...!
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De CM a 21.10.2009 às 22:55

Lembro-me do seu “Evangelho segundo Jesus Cristo" que li e que até me divertiu de certo modo, devido à sua grande capacidade de efabulação. Contudo, trata-se, de facto, de uma “falsificação” do Evangelho. Mas enfim, é uma obra literária. Todavia, tinha passagens que provocavam um grande silêncio. Como esta: “mas porque pressentiam que o tempo das sombras estava chegando na sua hora, e era preciso que começassem a acostumar-se, ainda juntos, à escuridão da ausência definitiva”.
O mesmo não se passa com este “Caim”. Do pouco que já pude ler, detectei na narrativa nacos de prosa como esta:

"Lúcifer sabia bem o que fazia quando se rebelou contra deus, há quem diga que o fez por inveja e não é certo, o que ele conhecia er a maligna natureza do sujeito”.

Puro ódio! Uma obra apologética de puro ódio ao Catolicismo. Os actuais descendentes de Afonso Costa agradecem o obséquio.

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