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Colégio Militar: o programa do costume

por Nuno Castelo-Branco, em 22.10.09

 

 Há alguns meses, tive a oportunidade de dizer a um muito interessado grupo de alunos do C.M, a razão pela qual discordava do - por eles esperado - ingresso do Príncipe Real na dita instituição. A violência física e verbal, a falta de respeito por colegas que antes de tudo, são uma reserva da nação. Ficaram calados e um tanto cabisbaixos, confirmando tacitamente a provocação.

 

Apesar de todos os relatos de atrocidades que a imprensa tem feito circular, parece que nada disto surge por acaso. Quase uma década decorrida desde a inacreditável tentativa de encerramento do Colégio Militar, perpetrada pelo absurdamente patético governo de Guterres, a situação permaneceu no limbo, assim como a  desconfiança quanto às reais intenções de alguns sectores do regime. Guterres pretendeu transferir a formação dos nossos futuros oficiais, para a Academia Militar de S. Fernando, em Espanha. Todos sabemos o que isto indicia e não é certamente a habitual pecha da paranóia anti-castelhana que nos fará recuar na suposição.

 

É verdade que as práticas antigas de brutalidade e despótico exercício  da coacção moral ou física, são extemporâneas, desnecessárias e contrárias à própria ética militar. No entanto, a profusão de comentários na imprensa e o "opinionismo comentadeiro" dos mesmos de sempre, levam-nos a uma vez mais suspeitar de outras razões que pretendem prosseguir com um há muito gizado plano. O tempo o dirá.

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publicado às 19:24


7 comentários

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De João Mattos e Silva a 22.10.2009 às 21:46

É sabido o interesse de alguns sectores - particularmente da esquerda - em acabar com o Colégio Militar. Tudo são, pois, pretextos para preparar a opinião pública para essa grande obra que será desmantelar o CM, onde se praticavam os maiores atentados à ética militar e à integridade física dos alunos. Porquê? Porque tem sido, ao longo de mais de três séculos um alfobre de pessoas que têm tido um papel relevante na sociedade, militares e civís (as elites incomodam a esquerda igualitária), porque os seus valores- patriotismo, disciplina, abnegação, coragem, ética - incomodam a esquerda avessa a todas essas virtudes "conservadoras" que a maioria dos militares, apesar de todas as vicissitudes das últimas décadas, ainda cultivam.
Terão existido excessos. Então castiguem-se os prevaricadores. Porém ocorreram em 2007 e 2008... Porque é que só agora vieram a lume?
E será por acaso que o advogado de dois dos alunos vítimas desses execessos se chama Garcia Pereira?
Isso não fará pensar as tolas cabecinhas, os tais "comentadores" de serviço?

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De Nuno Castelo-Branco a 22.10.2009 às 23:23

João, estamos em perfeita sintonia. "Eles" que se convençam de que nem todos afinam pelo diapasão da moda!
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De Gi a 22.10.2009 às 23:20

Acabar com o pepino desde pequenino... O PS tem desde há muito a ideia que os militares são um luxo desnecessário ao país, e continua a atacá-los e desmoralizá-los por todos os lados.
Começou pelos mais velhos e reformados, com menos poder reivindicativo.
Veremos quanto mais eles aguentam.
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De Nuno Castelo-Branco a 22.10.2009 às 23:32

GI, o problema parece ser mais preocupante. É o velho projecto federalista - ou seja, de submissão - um século mais tarde. Por mim, prefiro que passemos a fazer parte de uma federação lusíada com o Brasil e com quem a ela adira. Não quero ser espanhol!
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De António de Almeida a 23.10.2009 às 11:54

Também não descarto a possibilidade de existir uma trama por detrás do súbito interesse mediático pelo CM.
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De João Amorim a 23.10.2009 às 15:19

O problema não é, sobretudo, a questão Militar. O óbice está na Instituição, secular, na sua forma regimental, e na memória que suscita.
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De Miguel Neto a 23.10.2009 às 15:44

Concordo com todos os comentários feitos até agora. Quero apenas associar-me à "luta" dos que querem combater o tal plano há muito gizado.

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