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De Bulhão Pato conheço, só, alguns, poucos, poemas.

por Cristina Ribeiro, em 25.10.09

 

Lendo, porém, mais um capítulo de « O Escritor na Cidade », de João Bigotte Chorão, sei da sua faceta de memorialista, um género literário que me encanta. Que escreveu, entre outros livros de memórias, que, leio na Wikipédia, " são uma interessante fonte para o conhecimento da política portuguesa na última metade do século XIX ", «Sob os Ciprestes », onde evoca " a grande trindade romântica de Garrett, Castilho e Herculano », e fico a saber que o escritor « pinta com mão comovida, mas firme, o quadro em que vive e domina Herculano », ele que nesse exercício de recordar diz  « Eu pinto uma época ». E  assim parece ser , quando ouvimos de Bigotte Chorão, ser o poeta-memorialista « autor de uma pintura de costumes ou de género, em que as personagens e o meio ambiente surgem com toda a minúcia e nitidez, como na arte holandesa ».

Mais adiante, vejo, já mais próximo de nós no tempo, Fidelino de Figueiredo reflectir o memorialismo como  « a posição de espírito de quem se deleita em recordar e entesourar lembranças ». E fecho esta reflexão com aquela frase emblemática de Tomaz de Figueiredo « Ah! , mundo esmagador das recordações. Emendadas umas nas outras, aboiando como de mar sem fundo ».

 

 

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publicado às 00:28


3 comentários

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De Bic Laranja a 25.10.2009 às 11:19

Partilho o gosto pelo género. Tenho andado com as de Raul Brandão. Poéticas, também, na sua crueza.
Cumpts.
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De Cristina Ribeiro a 25.10.2009 às 12:44

Aí está um autor de quem li alguns livros já -como « Húmus », « Os Pescadores » ou « As Ilhas Desconhecidas », mas de quem não li ainda as « memórias ». A ler, pois.
Cumprimentos
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De João Amorim a 26.10.2009 às 19:44

cara Cristina

Tem de procurar a revista "O Bardo" (de 1848) e a "Miscelânea Poética". Eram editados aqui no Porto. E lá vem o António Pinheiro Caldas, o Bulhão Pato, o Xavier de Novaes e o Camilo Castelo Branco. Nestes periódicos poéticos encontra-se o melhor da poesia ultra-romântica portuguesa.

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