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cada povo tem a que merece? O PREC  por lá não existiu, não houve rupturas abruptas porque, apesar dos pesares, Franco teve a suprema sabedoria de olhar o futuro: sabia que as coisas não poderiam continuar  tais como estavam, indefinidamente, e tratou de assegurar uma transição pacífica. Juan Carlos teve a ajuda, imensa, de um estadista de mérito - Adolfo Suárez foi uma peça fundamental nessa passagem de testemunho. Depois, por lá ,as coisas nem sempre correram bem, é certo, mas aqui começaram  tortas.

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publicado às 12:21


20 comentários

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De Luísa a 27.10.2009 às 13:25

Ora bem... :-)
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De Cristina Ribeiro a 27.10.2009 às 20:04

As coisas não acontecem por acaso, não é Luísa? :)
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De António de Almeida a 27.10.2009 às 18:39

Não sei se o mérito terá sido assim tanto de Franco, afinal deixou sucessor é certo, mas a sua ideia seria Juan Carlos continuar o regime. O actual rei esse sim, teve a percepção imediata de realizar uma transição para a Democracia, poupando a Espanha e a si mesmo a uma mais que certa convulsão, fosse ela uma revolução, guerra civil ou golpe de Estado.
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De Cristina Ribeiro a 27.10.2009 às 20:02

Queria dar-lhe um pouco de crédito, António, a Franco, porque nas palavras -sábias! - do insuspeito Alfredo Pimenta, « A unidade nacional não pode jamais constituir-se à volta do provisório, do movediço », e tanto no caso espanhol como no português era disso que se tratava - o autoritarismo só podia durar enquanto os dois estivessem no poder; melhor seria terem pensado, altruisticamente, no futuro dos respectivos países.
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De João Pedro a 28.10.2009 às 17:36

Atenção Cristina, que embora Alfredo Pimenta fosse um vulto intelectual de respeito (e parece-me que em Guimarães isso é bastante reconhecido), as suas ideias políticas não são lá muito recomendáveis: ainda no fim de vida escreveu o prefácio de "Testamento de Mussolini", onde exaltava "o império germânico" de Hitler.
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De Cristina Ribeiro a 28.10.2009 às 22:18

João Pedro, sei que para além do homem de altíssima craveira intelectual, Alfredo Pimenta teve um percurso ideológico muitíssimo sinuoso, e nos escritos dele encontramos o trigo e o joio. Mas, contextualizando esta frase, ela inclui-se numa interpelação que faz a Salazar, em que diz ser " o Rei a própria Nação na sua essência histórica " e, em nome " dessa unidade nacional " pede, reclama " a instauração da realeza ": é este seu pensamento, só, que vou buscar.
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De António de Almeida a 27.10.2009 às 18:40

Obviamente que a Espanha beneficiou e muito de não viver um PREC, que por lá significaria uma quase certa guerra civil, face aos nacionalismos...
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De tia altisidora a 27.10.2009 às 19:41

Don Sabino Fernández Campo (q.e.p.d.), uno de los motores de la transición
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De Cristina Ribeiro a 27.10.2009 às 20:06

Procurar saber quem é Don Sabino...
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De Cristina Ribeiro a 27.10.2009 às 22:21

Ja lo sé: Jefe de la Casa del Rey - si, que ha sido fundamental.
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De Daniel João Santos a 27.10.2009 às 21:48

se não começaram, a grande maioria faz questão de as entortar.
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De Cristina Ribeiro a 27.10.2009 às 22:22

E nisso tiveram êxito, Daniel.
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De mike a 27.10.2009 às 23:29

Mas a menina ainda tem dúvidas, Cristina? Claro que cada povo tem o que merece. Principalmente quando os erros se repetem.
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De Cristina Ribeiro a 27.10.2009 às 23:52

No doubt about that, Mike. Ainda há precisamente um mês o demonstrou.
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De JMB a 28.10.2009 às 02:46

Pois é Cristina... e o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Tenhamos ainda esperança o que não quer dizer que fiquemos de braços cruzados.

bj.
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De Cristina Ribeiro a 28.10.2009 às 22:20

Assim é.
Beijo, Zé
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De fsantos a 28.10.2009 às 11:35

Franco preferia Carrero Blanco como continuador do "espírito do 18 de Julho". Mas a morte deste em 1973, num atentado da ETA mas que pode ter tido participação estrangeira (CIA?), levou o Caudillo a pensar a sucessão na pessoa de Juan Carlos. Este jurou servir os princípios do "Movimiento", algo que logo que pode renegou, mostrando a sua hipocrisia e falta de carácter.
Hoje, a sua postura passiva perante todos os desmandos que vão desfigurando o país sobre o qual seria suposto reinar, falam por si. Também seria interessante saber-se algo mais sobre as suas negociatas, nem sempre transparentes.
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De Cristina Ribeiro a 28.10.2009 às 22:27

Acima de tudo valorizo a liberdade, FSantos. Defendo, também, que o rei deve ter um papel mais interveniente: o que por exemplo se reconhece ao PR , mas que, efectivamente, use da sua autoridade sobre os partidos.
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De João Pedro a 28.10.2009 às 17:31

Duvido muito que Franco tivesse em mente uma "transicion" como a que ocorreu, Cristina. Não era esse o legado que pretenderia, mas em boa hora o Rei tratou de proceder a reformas, com o apoio desse outro homem que referiu, Adolfo Suarez, um político notável que guiou a Espanha para a democracia, e que infelizmente hoje sofre de uma doença degenerativa que faz com que nem reconheça a família.
A actual constituição da monarquia constitucional foi aprovada pela esmagadora maioria dos votantes, provando que tanto a direita franquista, carlista e falangista tradicionalista como os anarquistas e republicanos saudosistas de Azña & Ciª são meras franjas minoritárias, à margem de um sistema que consagra o Rei, o poder executivo sob a vontade popular e as autonomias regionais, tão importantes nesse conjunto de povos que é a Espanha.
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De Cristina Ribeiro a 28.10.2009 às 22:32

Em boa hora, João Pedro. E Adolfo Suarez é um belo exemplo de que também nesta zona do globo ( há um preconceito... ) é possível fazer-se boa política em liberdade.

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