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Coisas que se lêem

por Samuel de Paiva Pires, em 01.11.09

Quando se tira notas enquanto se percorre dezenas de livros, só para escrever um simples paper. Uma breve passagem de Raymond Aron, a respeito de Tocqueville, retirada da obra "As Etapas do Pensamento Sociológico" (7.ª ed.,Lisboa, Dom Quixote, 2004, pp. 245-246):

 

 

"Os franceses contraíram o gosto pela ideologia, porque durante séculos não puderam realmente ocupar-se dos assuntos públicos. Esta interpretação é de longo alcance. De um modo geral, os jovens estudantes têm tanto mais teorias em matéria política quanto menos experiência da política têm. Pessoalmente, sei que na idade em que tinha teorias mais firmes em matéria política não tinha a mínima experiência da maneira como a política se faz. Temos nisto quase uma regra do comportamento político-ideológico dos indíviduos e dos povos."

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publicado às 23:32


1 comentário

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De Picaroto a 02.11.2009 às 00:13

Sábio comentário. A ideologia é inimiga do estado de direito porque quando alguém com fortes convicções ideológicas é chamado a exercer o poder terá sempre uma grande preocupação em sobrepor as suas convicções às regras estabelecidas. Mesmo o déspota iluminado, de que Frederico II da Prússia constitui talvez o expoente máximo procura governar sempre através de regras, criando uma cadeia de obediência em que ele é o primeiro a dar o exemplo. É autoritário mas não é tirânico porque existe sempre a procura do justo.

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