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que não fui buscar ao meu baú, antes vi num blogue amigo.

Baloiços na praia, eram, para a criança que fui, um dos grandes atractivos da Póvoa de Varzim durante o mês de Setembro; não que não o tivesse em casa, porque tinha, mas a alegria dos altos voos era nessa altura partilhada com muitas mais crianças, que esperavam, sentadas na areia, a sua vez. Então, ao contrário do que transparece na fotografia de JAA, a praia ficava cheia de vozes infantis, tagarelas mesmo.

 

No resto do ano, o baloiço estava lá em casa, no cabanal, ao lado da " casa da lenha ", onde se guardavam as canhotas que alimentavam o fogão da cozinha, e, no Inverno, a lareira, e não muito longe da pocilga onde grunhiam e rebolavam os porcos. Em frente do baloiço, que dividia apenas com as irmãs - os irmãos eram já muito crescidos para esse tipo de brincadeiras - , junto do beiral, havia um pombal, que era a nossa meta: chegarmos lá com os pés exigia um balanço e peras...; Era a altura de mostrarmos a nossa perícia no canto, e  desfiarmos todo o reportório; das canções do « Música no Coração », aldrabadas, claro, ao « Alecrim » ou « Vou Comprar um Chevrolet ».

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publicado às 20:06


19 comentários

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De mike a 05.11.2009 às 21:05

(risos)
Estou a imaginá-La nas demonstrações de perícia do canto, Cristina.
(Se calhar vou receber uma resposta do tipo "e ri de quê?") :-S
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De Cristina Ribeiro a 05.11.2009 às 22:17

Sim; ri de quê?
( vou contar lhe um segredo, Mike, um irmão dizia que eu tinha " boa voz para coar farinha; já está a imaginar o desatino? :) ).
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De mike a 05.11.2009 às 23:34

(risos, muitos risos) :)))
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De Cristina Ribeiro a 05.11.2009 às 23:59

Nunca lhe disseram que não se deve rir das desgraças alheias, não, senhor Mike? :))
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De mike a 06.11.2009 às 01:11

(mais risos) :)))
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De Si a 05.11.2009 às 21:49

E as músicas do Festival da Canção?
E a técnica de encostar os cotovelos ao corpo para aumentar a aerodinâmica?
E o friozinho no estômago quando o baloiço vinha lançado para trás outra vez e víamos o chão a pique??
Não os tinha em casa, mas nas saídas de fim de semana, vingava-me a sério!!! ;)
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De Cristina Ribeiro a 05.11.2009 às 22:20

Uma emoção, Si. E ainda gosto. Uma sensação de liberdade, e, como disse ao JAA, quando estou sozinha no baloiço penso melhor :)
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De Daniel João Santos a 05.11.2009 às 22:29

não só a imagem é fantástica como as recordações criam um belo quadro.
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De Cristina Ribeiro a 05.11.2009 às 22:49

Já sabe como gosto de fotografias, Daniel, e, como costumo dizer: que seria de mim sem as minhas recordações? Por causa delas, apanho-me muitas vezes a sorrir :)
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De patti a 05.11.2009 às 22:52

Uma delícia de post, Cristina.

Na 'nossa' praia era o jogo do prego e o das cinco pedrinhas.
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De Cristina Ribeiro a 05.11.2009 às 23:12

O que eu gostava de jogar ao prego, Patti!
As cinco pedrinhas, por vezes substituídas por almofadinhas cheias de areia, eram reservadas para o recreio na escola :)
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De cbo a 05.11.2009 às 23:09

De repente, senti-me na Póvoa em Setembro. Pelas palavras e pela foto belíssima. Embora não fosse muito à Póvoa ( a não ser às vezes ao fim de semana com os meus pais), quando era muit miúdo) esse cinzento é a imagem que guardo do Setembro por lá. Em contraste co as nortadas de Agosto.
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De Cristina Ribeiro a 06.11.2009 às 00:04

Eu gostava destes dias, mais cinzentos, Carlos. Ficávamos na barraca, ou não, se o tempo o permitisse, a ouvir um amigo dos irmãos mais velhos a tocar na viola Cat Stevens. Eu não digo que estas memórias me são preciosas? :)
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De António de Almeida a 06.11.2009 às 00:14

Baloiço em casa não tinha, até porque morava num prédio, mas quando me levavam ao parque infantil era um consolo...
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De João Pedro a 06.11.2009 às 00:27

Na minha praia de sempre, bem ao Norte e com água fria, acho que nunca vi baloiços.

A praia da imagem é a de Matosinhos. ainda há dias passei ao lado. Reconhece-se por causa do "Titã", o enorme guindaste do molhe sul do Porto de Leixões (no molhe norte, em Leça, há outro, e foram estes monstros enferrujados que construíram o porto).
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De João Amorim a 06.11.2009 às 09:29

cara Cristina

Esta foto é da praia de Matosinhos, presumo, antes deste arranjo urbanístico que fizeram. Não sei se estes equipamentos ainda lá estão. É das poucas praias no norte com esta enseada e mar aparentemente calmo. Foi, juntamente com a praia do Homem do Leme, uma das minhas praias da infância quando as famílias alugavam as barracas de pano cru às listras, levavam-se merendas e confratenizava-se com outros vizinhos de vereneio. Hoje as praias são "solários".
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De José António Abreu a 06.11.2009 às 09:34

Excelente, Cristina. Para mim, nascido perto da Serra da Estrela, a praia era uma coisa exótica e frequentava mais as da zona centro (especialmente Figueira e Nazaré). Infelizmente, não me lembro de lá encontrar baloiços. E a propósito: ainda há baloiços na praia da Póvoa? Ainda ontem passei na marginal (de carro e sem máquina fotográfica) mas não reparei. Quanto à praia da foto é, de facto, a de Matosinhos.

«Vou comprar um Chevrolet»? Tenho que googlar o tema...
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De Luísa a 06.11.2009 às 14:08

Recordações giríssimas, Cristina. Mas com baloiços nunca delirei. Tinha sempre receio de, com os empurrões, fazer o «looping». Preferia aqueles baloiços compridos, de grupo, que subiam pouco. E adorava «escorregas». ;-D

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