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António Sardinha e o Municipalismo ( 2 )

por Cristina Ribeiro, em 06.11.09

Mais adiante, no explanar dessa « Teoria », o doutrinador de Monforte irá socorrer-se das palavras de outro grande teórico do Liberalismo, também ele em fase de desilusão com o rumo centralizador, copiado da legislação francesa, que levava o governo da " res publica ",com o seu beneplácito aliás, do que agora fazia arrependimento público, e a quem chama ' o grande avô do nacionalismo português ' : em 1854, em discurso proferido na Câmara dos Pares, o visconde de Almeida Garrett, sustentava a ideia de que a Nação portuguesa se cimentara sobre a pedra de toque que, desde os seus primórdios, é o Concelho " - ... e é que o povo é quem a si mesmo se administra por magistrados eleitos e delegados seus ", todo o oposto do princípio advogado por aquela, de que " o direito de administrar pertence à autoridade central, e que os povos, quando muito, só podem ser ouvidos e consultados sobre as suas necessidades, desejos e contribuições "

 

 

E aqui recorro às oportuníssimas palavras que Pedro Félix deixou na caixa de comentários - " Município que não viva pelos seus meios é uma antítese de toda a teoria e ideologia municipalista. A origem da corrupção autárquica e aquilo que corrói pela raiz qualquer teoria socialista de regionalização começa pelo princípio de que o Estado é o subsidiário do poder local "

 

Sobre o que separa tal " teoria socialista de regionalização " do municipalismo, ler aqui.

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publicado às 18:53







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