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revisitar Potsdam, a poucos quilómetros de Berlim, refúgio preferido de Frederico II, O Grande.

É no Neues Palais que mais se sente a presença do grande militar que , ao triunfar na Guerra dos Sete Anos, torna possível o Império Alemão, que irá fazer frente à Áustria dos Habsburgos, ou não fora a construção deste Novo Palácio a forma de celebrar a vitória, o que ficou bem patente na grandiosidade barroca do conjunto de edifícios.

 

Mas a outra faceta deste rei vêmo-la nós no mais modesto e mais antigo Palácio de Sanssouci, onde dava largas ao seu amor pelos livros, pela música, e pelas artes em geral. Compositor com algum mérito - que comprovei no CD que lá adquiri -, não se fazia de rogado para tocar para os seus muitos hóspedes ilustres, como Voltaire, a quem convidava amiúde, na ânsia de deles receber o alimento espiritual que calaria a curiosidade de um génio aberto ao conhecimento e à novidade.

 

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publicado às 19:01


10 comentários

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De António de Almeida a 10.11.2009 às 21:59

Gostaria de visitar Berlim, mesmo sem falar uma palavra de alemão.
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De Cristina Ribeiro a 10.11.2009 às 22:16

Vale mesmo muito a pena, António. Berlim e arredores. E olhe que só sei umas poucas frases de alemão. Vale, sempre, o inglês :)
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De João Pedro a 10.11.2009 às 23:58

Potsdam tem inúmeros palácios, mas claro que Sans Souci ("sem preocupações", óptimo nome para um refúgio) é especial, com aqueles socalcos de figueiras bravas abaixo do palácio, cultivadas pelo próprio Frederico. Mas há outras atracções, como o moinho holandês vizinho do palácio, cujo moleiro o Rei não permitiu que fosse desalojado, e a casa de campo, ao lado de um lago, onde teve lugar a Conferência de Potsdam, entre churchill, Estaline e Truman, depois da 2ª Guerra. E ainda uma ponte em dois tons de verde, metade da RFA, metade da RDA, além dos imensos lagos e bosques que rodeiam Potsdam e esta região de Brandemburgo.
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De Cristina Ribeiro a 11.11.2009 às 00:30

Um lugar que além de lindo, é cheio de História, João Pedro.
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De Nuno Castelo-Branco a 11.11.2009 às 19:33

E o túmulo do rei que insistiu em ser sepultado ao lado das suas cadelas.
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De Cristina Ribeiro a 11.11.2009 às 21:06

Nuno, estamos à espera de uma das suas " lições " de História sobre a época de então...
Mãos à obra, porque sabemos que é pessoa para escrever mais um tratado de antologia...
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De Picaroto a 12.11.2009 às 14:16

«Quando o rei Frederico II da Prússia quis construir o seu palácio em Sanssouci , mandou expropriar todas as propriedades situadas no local onde o castelo deveria ser construído. O rei fez destruir todos os edifícios e construções existentes no local, excepto um moinho, cujo, o rei não conseguiu a sua demolição, dado que o moleiro, seu proprietário, tenazmente, a tal se opôs.
Um dia o rei fez vir à sua presença o moleiro para lhe dizer: tu sabes que eu posso te espoliar do teu moinho sem te arbitrar qualquer indemnização?
Ao que o moleiro terá respondido: Sim, se não existissem juízes em Berlim.»
Afonso, Orlando Viegas Martins – Poder Judicial, Independência in Dependência, ed. Almedina, Pág. 56
Consta que o rei ficou extraordinariamente contente com o comportamento do moleiro, que não só era um súbdito fiel e respeitador das suas regras, como acreditava na justiça dos juízes, seus mandatários que asseguravam o seu cumprimento. Como o palácio lá se encontra hoje, nos arredores de Berlim, poderá supor-se que o rei Frederico II talvez tenha dado em troca ao moleiro um moinho maior e melhor que o anterior, num outro local do seu agrado. Assim ficaram todos satisfeitos: o moleiro por ter feito valer os seus direitos, o soberano por ter constatado a existência de um súbdito consciente e leal e o povo por ter um soberano que considerava os direitos dos súbditos mais importantes que os seus próprios caprichos.
Pior que os estados de arbítrio oligárquico (a nossa república) só mesmo aqueles em que o déspota (ou melhor o tirano) é extraordinariamente cruel e boçal. Nestes casos, quando os déspotas não conseguem instalar o direito, mantém-se e prolonga-se o arbítrio e com ele a tirania. Só tiranos muito sagazes conseguirão permanecer muito tempo no poder e escapar às conspirações de outros candidatos a liderar a tirania. O déspota esclarecido, o gerador do chamado despotismo iluminado, procura instalar o direito de in ício fazendo sobrepor as regras a todas a vontades individuais, inclusive as suas. Cria uma cadeia de obediência. Pombal e Salazar poderão ser considerados exemplos portugueses.
Sobre crueldades ouçamos um jurista do iluminismo, Cesare Beccaria , contemporâneo de Kan :
«Quando um código de leis fixas, que se devem observar à letra, não deixa ao juiz outra tarefa que não seja a de examinar as acções dos cidadãos, e de as julgar conformes ou não conformes à lei escrita, quando a norma do justo ou do injusto, que deve dirigir as acções, quer do cidadão ignorante, quer do cidadão filósofo, não é uma questão de controvérsia, mas de facto, então os súbditos não estão sujeitos às pequenas tiranias de muitos, tanto mais cruéis, quanto menor é a distância entre quem sofrer – tiranias mais funestas do que a tirania de um só, porque o despotismo de muitos não é corrigível senão pelo despotismo de um só e a crueldade de um despótico é proporcional, não â sua força, mas ao que se lhe opõe.»
Vejam-se as discussões diárias sobre a justiça e esperemos o futuro anunciado por Beccaria .
Um abraço

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De Cristina Ribeiro a 12.11.2009 às 20:37

Caro Picaroto, comentários assim lêem-se com prazer acrescido. Obrigada.
Abraço

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