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A ironia da História.

por Cristina Ribeiro, em 12.11.09

 

" Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

Guerra Junqueiro, 1896.

 

É certo que no fim o poeta se arrependeu destes ditos, porque lhe foi dado assistir ao " depois "; e, como tantas vezes acontece, terá pensado quão verdadeiro pode ser o aforismo ' Atrás de mim virá quem de mim bom fará '.

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publicado às 20:03


10 comentários

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De Daniel João Santos a 12.11.2009 às 21:27

um escrito de 1896 de uma actualidade preocupante... afinal não evoluímos assim tanto.
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De Cristina Ribeiro a 12.11.2009 às 22:02

Irónico. O rotativismo aí está de novo, e o povo " aguenta pauladas ".
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De António de Almeida a 12.11.2009 às 22:38

Só falta ler ou reler Eça, para percebermos a evolução do país...
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De mike a 13.11.2009 às 00:19

Como diz o António de Almeida, e bem, basta ler (ou reler) Eça. Os ciclos da História encarregam-se de a fazer repetir-se, nos bons e, infelizmente, nos maus momentos, não é Cristina?
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De Cristina Ribeiro a 13.11.2009 às 13:07

Como diz, Mike. Pena o homem não aprender com o passado, a fim de evitar os mesmíssimos erros no presente.
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De José António Abreu a 13.11.2009 às 09:30

Estabelecido o paralelismo com a actualidade (de facto, evidente), a grande questão é precisamente saber se vale a pena combater o "rotativismo" actual, como o combater e quais as consequências de o fazer. Ou seja, será que estamos a preparar caminho para um "depois" que, como aconteceu com Guerra Junqueiro, nos fará arrependermo-nos? Mas como não denunciar o carácter cancerígeno do Estado actual, independentemente das consequências?
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De Cristina Ribeiro a 13.11.2009 às 13:13

Questão muito pertinente, JAA. Se não arrepiamos caminho temo esse " depois ". E consciencializar os portugueses - eleitores - disso? Muito problemático todo este panorama.
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De Nuno Castelo-Branco a 13.11.2009 às 14:55

O rotativismo é normal. O problema está nos homens que temos para se revezarem. Atrás deles, existe ainda o problema do sistema eleitoral, etc.
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De Cristina Ribeiro a 13.11.2009 às 16:33

Nuno, quando falo em " rotativismo " refiro-me ao do mesmo tipo que levou João Franco a fundar o Partido Regenerador Liberal - partidos que se revezam no poder mas em nada, ou quase nada - se diferenciam.

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