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Resolver o problema da Avaliação

por Manuel Pinto de Rezende, em 16.11.09
É a típica falta de bom senso portuguesa que não permite ao País que este resolva rapidamente os seus problemas.

 

A Lógica, pedra-basilar da Filosofia e disciplina tão maltratada pelos sucessivos Ministérios da Educação, devia ser obrigatória na escolaridade dos lusos petizes desde a 3ª classe.

 

Usemos, pois, um pouco desta para resolver o problema da avaliação:

 

Como todos sabem, políticamente, Portugal é um país virado pela acção estatizante para o Corporativismo. No parlamento nacional, de facto, somente 20% dos deputados critica o nosso actual modelo de organização das corporações das profissões: e criticam somente por acharem que o Estado não tem suficiente mão nelas (BE) ou porque pensa que todos os trabalhadores deviam estar reunidos no seus respectivos sindicatos, sindicatos esses dominados pelo seu respectivo partido, detentor único e salutar do governo (PCP, e de certa forma, BE).

 

Os restantes partidos social-democratas (PS, PSD e CDS), em arranjo pela estabilidade nacional e unidos em ecuménico entendimento multipatidário, deviam retirar as seguintes premissas e atingir a respectiva conclusão:

 

1 - Se os Professores estivessem tão interessados com o estado do ensino como com o seu estatuto de carreira, haveria manifestações tão terríveis que durante meses os protestos dos professores e da população, reunidos no espaço entre o Ministério da Educação e a Assembleia da República gritando pelo fim da campanha facilitista dos programas de educação, tornariam a vida Lisboeta numa impossibilidade crónica. Felizmente para a estabilidade da Nação, os sindicatos de professores existem para proteger a classe profissional (ou melhor, os sindicalistas que passam décadas sem dar uma única aula e a receber), e não para proteger a dignidade e os deveres da profissão. Deo Gratias, Socratezinho.

 

2 - Os Pais também desempenham um papel importante. A Esquerda bem pensante, aos poucos, vai subtraindo à paternalidade os cuidados com a educação dos filhos. Tudo bem, os Professores, reunidos em corporação, não se interessam com isso. Até lhes facilita o trabalho, lidar com carneiros é mais fácil que atender a necessidades peculiares provindas de um duvidoso e anti-social background familiar.
No entanto, os Pais são, também, a maioria do pessoal que paga impostos. E o pessoal que paga impostos, principalmente em Portugal, tem de ter condições para pagar o chorrilho de obrigações financeiras. Logo, os Pais querem que a escola sirva para "ter lá os putos"  Assim não andam a fazer asneiras e não há que sair a meio do trabalho para fazer algo que os pais, cada vez mais, estão incapacitados de fazer: educar, e é necessário parecer que se está a educar para se para justificar os subsídios e abonos.

 

3 - O Governo precisa de resultados na Educação. Primeiro, porque as pessoas se preocupam com essas coisas, ou têm de parecer preocupadas com elas. E a melhor maneira de se preocupar sem grande esforço, é ver na televisão as estatisticas e relatórios de organizações nacionais e intenracionais.

 

O Governo precisa dessa legitimidade para ter "mão na rua". Se perde a rua, perde o Governo.

 

:.  O Governo que providencie aos professores os seus privilégios, principalmente os sindicalistas.

 

Os Professores que providenciem ao Governo as suas estatísticas.

 

Os Pais que providenciem ao Governo os impostos para pagar os privilégios dos Professores.

 

Os Professores que tomem conta dos míudos dos Pais.

 

Este modelo, que era aproximadamente aquilo que vínhamos "adoptando" até então, trouxe a podre estabilidade que tornou o nosso sistema universitário na pia massificada do ensino. Era mau, mas sempre evitava as maçadas da conversa da Avaliação.
 
PS: conheço Professores do ensino obrigatório, secundário e profissional que adoram, ou adoravam, o seu trabalho, e eram-lhe dedicados com todo o carinho e esforço de quem preza e respeita a sua profissão e os frutos do seu trabalho.
Foram, ao longo da minha vida, uma boa companhia e uma feliz maioria.
No entanto, julgo que eles perceberiam muito bem de quem e de que pessoas estou a falar quando me refiro aos outros "Professores".

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publicado às 22:24


1 comentário

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De Anónimo a 22.11.2009 às 15:37

Sim. Os professores devem ser avaliados. Em várias sedes: postura na aula; saber; capacidade de educação do aluno; capacidade de resolução de confitos com o aluno.

Claro ...expressão utilizada na aula.

Claro que os há educados e interessados. Mas também os há para quem a «porra», o «fogo», o «caraças», o «pá», e um português deficiente e com erros, acrescido da total ausência de maneiras ....é o que os distingue nos tempos de hoje. A esses... desculpem...eu mando à MERDA! Não me façam perder tempo com as vossas manifestações reaccionárias e pedinchonas de euros....eduquem-se para educar os outros....e sobretudo para terem legitimidade para avaliar os alunos. Prescindam do «bué» e do «ya» que cria minha não tem desse palavreado em casa...


Dei aulas durante anos e o que vi por lá não me agradou...a começar pela expressão gramatical....

Dizia uma vez uma senhora professora directora de turma, reportando-se à maldade de um imberbe « eu puze-o a fazer isto»...Admirem-se depois da reacção dos putos... sobretudo quando começa, a ter pêlos no rabo!

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