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Porque digo Não ao referendo

por Manuel Pinto de Rezende, em 19.11.09

Não ao Referendo porque a democracia directa é o maior inimigo das Liberdades de um Povo e do Estado de Direito.

 

Não ao Referendo porque a partidarização, sectarização e massificação de um tema como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que só poderá ser propriamente discutido por juristas constitucionalistas ou privatistas, membros de uma comissão independente que responda perante o Governo da República, nao trará consigo a chave da Razão para desvendar o problema. 4 Milhões de votos numa Causa não a tornam uma Causa Boa.

 

Teríamos de considerar a nossa classe política intelectualmente incompentente (e é, mas menos incompetente que as Massas que os elegem) para entregar tal assunto, de tanta importância, ao escrutínio do caciquismo político e das violentas paixões do socialismo democrático e demagógico em que vivemos.

 

A maioria não tem o direito de atribuir direitos a minorias, pois tal constituiria o seu direito a (des)fazê-lo em outra altura em que o espírito das massas, tão volátil como dinamite, se resolvesse a uma redefinição de "crenças democráticas".

 

O Referendo é uma capitulação ao Homem-Massa.

 

E o Mundo do Homem-Massa não é livre.

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publicado às 14:50


15 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 19.11.2009 às 17:00

Sem o referendo, como teria a Espanha resolvido a sucessão do regime franquista?
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De Manuel Pinto de Rezende a 19.11.2009 às 17:05

Nuno, certamente pode ser pensada uma outra forma para que haja uma mudança de regime.

Por muito que esse referendo seja memorável, porque me é favorável em termos de preferência política, tanto podia ter corrido bem como estupidamente mal.

Além do mais, não é o facto de um exemplo ter calhado bem que se passe a adoptar.

a questão espanhola foi uma questão de regime, em Portugal não há desse tipo de referendos, referendam-se importantes questões de direitos.
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De PF a 19.11.2009 às 17:33

"a democracia directa é o maior inimigo das Liberdades de um Povo e do Estado de Direito."

Não poderia estar mais em desacordo. A democracia directa é precisamente a forma como certos assuntos têm hipótese de ser discutidos e resolvidos fora dos nichos partidários. Tudo o que Portugal e todo o mundo precisa é de mais democracia directa de modo a envolver o cidadão comum nas decisões que lhe dizem respeito e isto repercute-se sim através de referendos e plesbicitos, locais e nacionais. Em alguns casos a participação poderá ser não pelo sufrágio universal mas sim através de associações, corporações, etc.
É graças à partidocracia e à plutocracia que a corrupção grassa e fica impune.
Quanto a este referendo, só tenho pena que ele não indague sobre a abolição da chachada que se tornou o casamento civil. Assim, os homossexuais e demais grupos alternativos discutiam o assunto com a sua Igreja ou simplesmente assumiam um acordo legal da forma que bem entendessem.
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De Manuel Pinto de Rezende a 19.11.2009 às 18:31

PF,

compreendo muito bem o seus motivos, mas é tão fácil manobrar o eleitor de um referendo como o de umas legislativas.
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De Cristina Ribeiro a 19.11.2009 às 22:03

Manuel, este sistema representativo revelou-se uma treta: os " representantes " representam antes do mais, e acima de tudo, os próprios interesses.
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De António de Almeida a 20.11.2009 às 12:18

Sem referendo como pensa que Portugal poderá um dia passar da República à Monarquia?
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De Anónimo a 21.11.2009 às 16:16

Eu fico inebriada com as ideias politicas (ou deverei dizer politico - sociais) de D. Rezende...Monarquia ...nada de referendo .... estou ansiosa pelo post sobre os autos da fé ... ou sobre a divisão clássica da sociedade ...povo ( Deus Pô-lo cá para alimentar a nobreza ....e o clero); a nobreza ( veio ao mundo para montar a cavalo e ir caçar perdizes ...ok ...raposas... e alguns infiéis) e o clero ( com a função sacramental de rezar por todos os outros ...converter os pecadores ....como o Vara, que tem o pecado da Gula, ou o Sócrates que não tem paciência ... e todos os outros que vão ao Mercado do Peixe...comer com o meu cartão ...

D. Rezende...vamos accionar as forcas que há pelo País fora, vamos? E penduramos lá todos os defensores da democracia ... esse deselegante costume de pôr o braço no ar lá na ágora do Péricles ....grego que nem no purgatório conseguiu ser limpo e desceu aos infernos ... porque ele é o responsável pelos deputalerdas da Assembleia da República...pelo Sócrates, eh pá e pelos bloquistas ...aquele Louçã seria o primeiro a marchar ao som da ...como se chama a que antecedeu a portuguesa ...bem ...mas punhamos a bandeirinha zul ....que «tamém» ficava bem....

Juristas ? Esses seres inteligentíssimos.... fazedores de leis ... desculpem ....almocreves de leis ....responsáveis pelos tribunais ...ai se eu tivesse outra vez vinte anos ... ia-me aos sofistas do tempo dos gregos e decapitava-os a todos ... e às minorias ... metias-as a todas na Cova da Moura ou da Moira ... não sei bem como é que se diz isto em monarquês....gosto tanto de fado ... destino saudoso de Portugal, este nobre povo de ceguinhos, burrinhos e manientos ...ò guerra junqueiro, vou-te acender uma vela depois das oito da noite para ver se vens aqui ao Estado sentido pôr o D. Rezende em sentido.

Vénia a D. Rezende....
De um orbe blogosférico ....às vezes com actividade poltergeist....
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De Manuel Pinto de Rezende a 21.11.2009 às 18:19

caro poltergeist,

está inebriado com as minhas ideias, mas não consegue comenta-las decentemente.

justifique essa opinião que tem de mim com exemplos do que eu disse ou escrevi, desafie-se.

o principal problema da democracia é o facto de a maioria ser quase sempre constituída por pessoas como o anónimo, que estão mais prontos a descriminar pessoas ao colar-lhes rótulos falsos de ideologias vazias, em vez de analisar pacientemente a opinião do outro cidadão.

percebo perfeitamente porque defende a democracia: é obviamente um elemento da maioria popular e demagógica, pronta a assapar nas minorias dos "nobres", do "clero", das pessoas que escrevem com minúsculas, dos monárquicos e outros que tais que, não afectando a sua liberdade, afectam o seu preconceito.
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De Anónimo a 21.11.2009 às 19:07

D. Rezende,

Os meus livros de cabeceira são diferentes dos de V. Senhoria. Rótulos só nos bens de consumo, pela vénia que faço à necessidade de informação de minha pobre cabecinha.
Preconceito? Não sei onde…mas depois de ter ido ao dicionário, logo vi com a mesma evidência com que V. Senhoria discorre na apreensão das realidades, que V. Mercê bem ilustra o que aponta aos …outros….os anónimos … os da maioria popular ….alegadamente demagógicos, aqueles que não têm o direito de prevalecer sobre o Razoável e o Útil, a cargo naturalmente de V. Senhoria.
A Sociedade seria então devida e inteligentemente estratificada….malditos dos historiadores que nos legaram uma história de maledicência e de injustiça contra os defensores da bandeira azul….

Comentar decentemente, pede V. Senhoria…mas então…deveremos comentar estultícies? Ou simplesmente atribuir-lhes o valor que têm?
Desafiar –me? Para quê? Eu ganho-me sempre!

Eu não tenho rapé por aqui…mas prometo que da próxima vez ponho uma cabeleira branca encaracolada e um sapatozinho de verniz de salto com fivela, um ponto de cetim preto na tromba e verniz nos dentes para falar com V. Senhoria.

Para já deleito-me a assistir à transferência das qualidades que V. Senhoria vê em si, para mim…

Com a devida vénia,

Quero ir aos bailes do Mónaco com o risco das boobies à mostra, num vestido vermelho de cauda longa, acompanhada por D. Rezende….e gravar as suas doutas dissertações sobre a restauração da Monarquia …..
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De zedeportugal a 21.11.2009 às 23:55

O texto acima demonstra uma incomensurável ignorância do autor relativamente à democracia directa (e não só).

Aconselho vivamente algum estudo que lhe permita sair do estado de preconceituoso desconhecimento em que se encontra. Pode começar por aqui, por exemplo:

http://democratadirecto.wordpress.com/

Acredito que alguma informação mudará a sua opinião.
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De Anónimo a 22.11.2009 às 00:12

Caro Azedo,

Mede-me certamente com a fita métrica do AKI....atão? Isso faz-se?
Também é daqueles inteligentes que guardou a sabedoria no bolso e não a partilhou com ...os democratas directos...Diga-nos então, que eu cá quero mudar Portugal....Quero um Portugal brilhante, inteligente, bem estruturado....

Mas as inteligências de pacote como a de VEXA continuam a brilhar no espaço...só que nunca se materializam...e essa palavra tão levianamente utilizada ... preconceito ...ai...
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De Manuel Pinto de Rezende a 22.11.2009 às 14:24

Caro Zé,

fiquei curioso com o site que disponibilizou. Será interessante estudar a democracia directa de uma perspectiva cristã, mal possa disponibilizar mais tempo dou uma valente vista de olhos.

No entanto, penso que discordamos em questões de princípio. A sua defesa da democracia directa baseia-se, pelo pouco que vi, numa profunda crença na opinião da maioria.
Eu sou profundamente descrente da opinião da maioria.
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De Anónimo a 22.11.2009 às 15:21

Pois...D. Rezende! Em também! Na minha cabeça não entra a democracia dos outros...por isso, é que a vida é efectivamente um campo de batalha entre o Racional ou a Utilidade de uns e a dos Outros. No meio disto tudo uma verdade aristotélica: o homem, alegadamente o mais racional de todos, é sem dúvida um ser repleto de interesses...conjugá-los? Como? Eis a questão.

Quanto ao Zé de Portugal ... mais outro inteligente que deixou o país chegar ao estado caótico em que se está, que surja com outro conhecimento ... que não aquele dos sítios que tão generosamente disponibilizou...
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De Gi a 22.11.2009 às 21:05

"a democracia directa é o maior inimigo das Liberdades de um Povo e do Estado de Direito" - cuidado com o caminho a que essa sua ideia o pode levar: ao elitismo primeiro, à tirania de uns poucos já a seguir.
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De Anónimo a 23.11.2009 às 00:01

O sitio do Zé de Portugal ... mais um com teoria à colherada...pronto a debitá-la...mas daí a erigi-la em fonte de ensinamento para outros?!? Eu colocá-lo-ia na categoria da esperteza teórica ...ao nível da Assembleia da Repúbica...

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