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Sobre o Referendo à Monarquia

por Manuel Pinto de Rezende, em 20.11.09

Sempre que posso estimulo entre os meu amigos e colegas a apreciação da Monarquia.

Entre a aceitação geral que tenho conseguido, pelo menos a constatação por parte dos meus colegas que uma Monarquia não é um bicho de sete cabeças nem uma alternativa ridícula à República, contam-se também os casos em que tenho de combater (metaforicamente falando, claro) com os republicanos e os "monárquicos visigóticos".

 

Os monárquicos visigóticos não são monárquicos. Sâo republicanos que, a aceitar esta ideia de monarquia, só a aceitariam nos moldes electivos da antiga Monarquia Visigótica (com óbvias adaptações).

 

Ora, o modelo da monarquia electiva destrói todas as vantagens que os defensores da Monarquia proclamam.

A questão da legitimidade do Monarca perde-se, mais uma vez, na luta sectária pela eleição do Chefe de Estado, mais fanática ainda por esta eleição só se repetir num futuro incerto, e portanto, por haver mais a perder da parte da facção perdedora.

 

Um Monarca é um símbolo de Compromisso e União, não é um cargo político da República (no sentido de res publica). Assim sendo, não faz sentido esta legitimação popular, baseado em pressupostos materialistas, quando a ideia de Monarquia exige um sentido apurado de Humanismo.

 

A mesma justificação parece-me acertada para negar a legitimidade de um Rei referendado.

Os direitos do Rei não são os mesmos que os Direitos do Presidente, ou outro órgão eleito.

 

Enquanto limitação da Democracia, o Rei não se deve confundir com esta. E a Democracia, para não ser nociva ao Estado de Direito, tem de conter alguns pressupostos fundamentais, sendo que o mais importante seja, a meu ver, a limitação no tempo de cada resultado eleitoral.

 

O António de Almeida, que gentilmente comentou o meu último texto, pergunta-me como "Portugal poderá um dia passar da República à Monarquia?" sem um referendo.

 

Não nego que não se deva fazer um Referendo questionando a população sobre a sua opinião, pelo menos para convencer a classe política que a Questão Monárquica ainda está de pé. E, pelo que vejo, teriam os maçónicos uma bela surpresa quando saíssem os resultados.

 

Mas não é um resultado democrático que legitimará um Soberano.

Como deixei aqui já exposto, é mister que as democracia (principalmente a directa) seja usada somente nos cargos temporários.

 

Históricamente, basta vermos a fragilidade das Monarquias sufragadas para entendermos que este não é o meio mais estável para entronizar um Monarca.

 

Questionar a população seria o início de um processo, talvez.

Mas o mais importante é que a Causa Monárquica cresça espontaneamente, ou seja, com esforços redobrados por parte dos monárquicos para divulgar entre as várias classes profissionais do país, bem como as elites intelectuais e políticas, os nossos ideiais e a falta que faz ao País a Tradição.

 

Nunca se pode esquecer que num processo democrático há um perdedor e um vencedor. De um e de outro pode-se esperar de tudo, inclusivamente que mude de ideias.

 

E a Monarquia tem de ser mais do que um capricho de massas.

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publicado às 21:03


12 comentários

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De Anónimo a 21.11.2009 às 00:44

Gaita .... ter que voltar a usar chapéu com penacho e fazer a vénia à Lili Caganeças, e beijar a mão de Sua Alteza sempre que vai tomar café à Casa do Preto, e prestar corveias e o caraças...defendo a ditadura com um tipo inteligente, divertido e que não engana ninguém.. tipo Berlusconi...

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De Manuel Pinto de Rezende a 21.11.2009 às 01:16

já viu?

diz isso e é um ignorante. preveja só as enormidades que poderá dizer quando resolver educar-se.
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De Anónimo a 21.11.2009 às 01:23

Caro monarquista ou algo que o valha...

Quererá V. Exª. dizer que ignoro a realidade das coisas e por isso sou alegadamente ignorante... ou tão só qualificar-me de burra, e por isso, atenta a sua veia azul, refere-me como ignorante?

Ensine-me então um pouco da sua educação... que eu quero muito incursar no mundo maravilhoso das enormidades que alega....alguma escola ou doutrina em particular? Partilhe com o Povo, que eu ainda quero ser como a padeira de Aljubarrota ...ou maria a fonte, sei lá....quero é ser famosa e ir aos bailes do Mónaco...
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De Manuel Pinto de Rezende a 21.11.2009 às 01:47

atentando à minha veia azul, refiro-me, obviamente, à sua burrice.

e a ver o caminho que isso já leva, a sua educação já não tem arranjo.
junte-se a um Partido e procure um futuro, cara Anónima.

(PS: desculpem-me os leitores, mas acho incrivelmente divertido responder a estes seres blogosféricos)
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De Anónimo a 21.11.2009 às 01:57

Pois então, caro monárquico...já vi que sabe estar à mesa com uma senhora ... a etiqueta corre-lhe na língua, mas de tanto correr cansou-se e pariu bostada... digna de quem monta mulas armado em cavaleiro... já agora que partido sugere? De tão burra que sou ...nem sei bem o que anda por cá... faça o obséquio e abrilhante-nos, então, com sua douta sabedoria.
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De Samuel de Paiva Pires a 21.11.2009 às 01:18

Excelente texto Manuel!
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De Manuel Pinto de Rezende a 21.11.2009 às 01:49

Obrigado Samuel,

a questão das legitimações, para mim, é um interessante ponto a estudar. então do ponto de vista monárquico, sem dúvida.
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De Samuel de Paiva Pires a 21.11.2009 às 01:55

E eu só recentemente tomei consciência do que implica a questão de referendar a monarquia...
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De Anónimo a 21.11.2009 às 02:10

Mas ...ó Samuel...você deixou de ser xuxialista?
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De Anónimo a 21.11.2009 às 02:02

Um monárquico que não sabe fazer pontuação. Aposto que não sabe o que é uma letra maiúscula....
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De Anónimo a 21.11.2009 às 23:59

Credo... Este ser anónimo é o ridículo em pessoa. Deve ter confundido este blogue com a revista Maria...
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De Anónimo a 22.11.2009 às 00:05

Olá! A revista Maria? Qual é essa? Explique -me, já que fala nela, quem sabe eu adquiro um pouquito da sua cutura ... Já aprendi a dizer « credo»...atenção, que não tem nada a ver com o outro credo nem com o credo de intelectualerdas ...como me parece ser o de vosmicê....

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